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Projeto sobre reenquadramento de aprendizagem vence o Prêmio Mario Covas 2017

Projeto que classifica níveis de aprendizagem em sala de aula venceu a categoria Melhoria da Gestão Governamental

qua, 01.11.2017

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo venceu a 12ª Edição do Prêmio Mario Covas. O projeto Classificação de Reenquadramento de Aprendizagem, idealizado pela neuroeducadora Rosana Ribeiro, foi eleito o melhor na categoria Melhoria da Gestão Governamental. O CRA subdivide a sala de aula em quatro grupos, permitindo que o professor identifique o grau de dificuldade de cada aluno e trabalhe com cada nicho especificamente.

O Prêmio Mario Covas foi criado com o objetivo de difundir e multiplicar boas práticas de gestão pública, além de divulgar e valorizar as experiências dos gestores. Isso gera conhecimento e desenvolve a Administração Pública, em benefício do cidadão.

Nesta edição, foram inscritos 212 trabalhos, divididos em duas categorias: Melhoria dos Serviços Prestados ao Cidadão (121) e Melhoria da Gestão Governamental (91). Concorreram projetos ou atividades desenvolvidos por equipes de servidores públicos do governo e dos municípios do Estado de São Paulo, com pelo menos seis meses de implementação e resultados verificados.

A idealizadora do CRA, Rosana Ribeiro define o projeto em poucas palavras, ao relatar que “a base dele é mapear uma sala de aula em quatro níveis diferentes de aprendizagem: grupo cinza, que é o sem queixas; grupo verde, que tem as crianças com dificuldade escolar pedagógica; grupo laranja, para estudantes com transtorno funcional, inteligência preservada, ou que apresentem problema com o funcionamento. Por exemplo, ‘eu aprendo, mas eu aprendo de forma diferente’; e o grupo vermelho, que é o grupo da deficiência intelectual”, afirma.

Segundo Rosana, “após a apresentação desses grupos, nós fornecemos para o professor atividades adaptadas para que ele possa lidar com cada um. Por isso que o CRA tem uma etapa de formação, aonde todos esses conceitos são apresentados ao professor uma etapa de mapeamento, aonde a gente aplica o protocolo e mapeia essa sala de aula, e uma etapa de intervenção do material do professor, de onde nascem 3 adaptações. O professor tem em mãos o material do Currículo, que é aplicado para o grupo cinza. Esse material sofre e a primeira adaptação para o grupo verde. Em seguida, a segunda adaptação para o grupo laranja e, por fim, é adaptado para o grupo vermelho”, esclarece.

Rosangela Valim, Coordenadora da CGEB e executora do CRA, disse que ficou “encantada ao ver avaliações bem simples serem transformadas de acordo com o nível de aprendizagem de cada criança, por isso o projeto foi implementado em uma escola da DE Centro-Oeste”. Rosangela entende que o trabalho só foi possível porque toda a equipe de profissionais das escolas compreenderam a importância em identificar os níveis de aprendizagem e adaptar o material didático.

Para 2018, pretendia trabalhar com as 75 escolas da Centro-Oeste. No entanto, após vencer o Prêmio Mario Covas ela é categórica: “a nossa perspectiva ampliou-se bastante. Então, nós vamos levar esse projeto para mais diretorias e atingir um número maior de alunos para que eles consigam superar as suas dificuldades e terem sucesso na sua vida escolar e, consequentemente, na sua vida futura”, finaliza.