Sociedade

Estudantes de Itu participam de ciclo de palestras sobre a ditadura no Brasil

O encontro fez um resgate dessa época com ex-alunos da Escola Estadual Regente Feijó, de Itu

qua, 08.04.2015

Em março, mês em que a ditadura completou 51 anos, alunos da 1ª e 3ª séries do Ensino Médio da E.E. Regente Feijó aprenderam de forma interativa sobre esse período com ex-alunos da unidade. No total, 130 estudantes puderam compreender melhor como o regime afetou a vida dos brasileiros. A convite da diretora da unidade Maria Antonete de Marchi Malgor, quatro ex-alunos – hoje na casa dos 60 anos de idade – repassaram suas experiências para os adolescentes.

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Os veteranos levaram os jovens para a mesma sala de aula onde estavam no fatídico 31 de março de 1964, quando foi instaurado o período mais duro do regime ditatorial. “Na semana que tivemos esse ciclo de palestras íamos ter, justamente, uma manifestação em todo o Brasil convocada pelas redes sociais. Os alunos estavam interessados em saber como foi a participação do jovem na década de 1960 e também na época dos caras-pintadas, nos anos de 1990”, lembra a diretora. “Aqui na nossa região, foi bem diferente do que aconteceu em cidades grandes como São Paulo”.

Além dessa integração, segundo a diretora, os jovens conheceram pessoas bastante gabaritadas, que frequentaram a mesma escola na qual eles têm aula. “Isso dá confiança ao nosso estudante”, acredita. Entre os palestrantes, estava o ex-aluno Orlando Mazzuli, formado em Economia na Universidade de São Paulo; a psicóloga Solange Bistafa, que estudou na PUC de Campinas; o advogado Fernando Stein, também ex-aluno da PUC Campinas e que anos mais tarde voltou para universidade para cursar Jornalismo; e Hans Lauger, com especialização na Alemanha.

“O tema cultura imaterial e ditadura já fazem parte da nossa grade escolar nas aulas de história e arte”, lembra a vice-diretora Helenice Luceno. “Mas com as palestras houve uma integração ainda maior dos nossos estudantes. Uma verdadeira troca de conhecimento”, diz. “Nada melhor do que falar com quem viveu a época e pode falar com tanta propriedade”, reconhece Helenice.