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Experiência em universidade faz alunos planejarem futuro

Cerca de 400 alunos do Ensino Médio participaram do programa de Pré-iniciação Científica em 2011. Iniciativa mudou a perspectivas dos jovens Os jovens que se reuniram na Universidade de São Paulo (USP), na última sexta-feira (20), tinham um brilho diferente nos olhos. Os cerca de 400 estudantes, que concluíram o Ensino Médio em 2011, apresentaram […]

qui, 26.04.2012

Cerca de 400 alunos do Ensino Médio participaram do programa de Pré-iniciação Científica em 2011. Iniciativa mudou a perspectivas dos jovens

Os jovens que se reuniram na Universidade de São Paulo (USP), na última sexta-feira (20), tinham um brilho diferente nos olhos. Os cerca de 400 estudantes, que concluíram o Ensino Médio em 2011, apresentaram o resultado do trabalho realizado em seu último ano na rede estadual, quando tiveram a oportunidade de participar do programa de Pré-iniciação Científica. Muito além do conhecimento, durante um ano de projetos, os jovens ganharam perspectivas para o futuro.

“Eu era um aluno que não gostava muito de estudar, mas quando entrei no projeto desenvolvi gosto pelo aprendizado”, conta Rafael Dias Santos, que concluiu o Ensino Médio na E.E. Anecondes Alves Ferreira e hoje cursa Geografia na USP. “Até um ano atrás eu achava impossível entrar em uma universidade”, revela.

A mesma mudança pode ser observada nos relatos dos outros jovens que passaram pela experiência de conhecer a vida universitária e a área da pesquisa acadêmica. Essa é a proposta da Pré-iniciação Científica, uma parceria da Secretaria da Educação, da Universidade de São Paulo e do banco Santander. “A partir dessa convivência na universidade os alunos passam a estabelecer metas e percebem que eles são capazes”, comenta o diretor do Departamento de Desenvolvimento Curricular e de Gestão da Educação Básica da Secretaria.

O programa, que existe desde 2009, estabelece que os estudantes passem oito horas por semana na USP, durante um ano, desenvolvendo projetos em todas as áreas. Para isso, os jovens ganham uma bolsa de R$100. “A ideia é que esses alunos participem ativamente na universidade, tendo um contato direto com a pesquisa que é realizada no meio acadêmico”, explica Freitas.

A ação envolve ainda professores das escolas participantes, que orientam os estudantes e dão suporte nas atividades. A professora Mariza Duarte, que acompanhou o grupo de Rafael, garante que a iniciativa é capaz de mudar, até mesmo, a dinâmica da escola. “Muitos nem pensavam em Ensino Superior”, lembra. “Depois de participar do programa, nove alunos passaram em universidades boas, isso fez com que outros estudantes se entusiasmassem”.