Escolas Prioritárias

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Para reduzir a desigualdade de aprendizado no Estado de São Paulo, o programa Educação — Compromisso de São Paulo prevê intervenção, acompanhamento e monitoramento, por meio das Coordenadorias,das unidades de ensino consideradas com vulnerabilidade educacional. Nestas escolas o percentual de alunos no nível de proficiência “abaixo do básico” em língua portuguesa e em matemática são significativos. Em função desta constatação, algumas políticas educacionais são direcionadas com mais ênfase para essas escolas.

Plano de Ação Participativo (PAP)

O Plano de Ação Participativo (PAP) atua como um dos instrumentos disponibilizados pela Secretaria da Educação para auxiliar a reverter esse cenário de vulnerabilidade. O tutorial foi elaborado por profissionais da rede estadual para que cada uma dessas 1.203 escolas reflita, avalie e melhore seus resultados educacionais por meio de ações dentro de sua própria governabilidade.

Investimentos e Residência Educacional

No primeiro semestre de 2012, serão investidos R$ 178 milhões em obras para reformas e melhorias em 400 das escolas prioritárias em todo o Estado de São Paulo, sendo 94 na Capital (R$ 66,8 milhões), 139 em outros municípios da Grande São Paulo (R$ 71 milhões) e 167 no interior (R$ 40,2 milhões). As intervenções nas demais unidades serão feitas até o fim de 2013.

Outra ação específica para as escolas prioritárias é a implantação, a partir de 2012, da Residência Educacional, nova modalidade de estágio para universitários que tem como objetivo fortalecer os cursos de licenciatura e colaborar no enfrentamento das vulnerabilidades de aprendizagem das escolas estaduais. Inicialmente, serão atendidas 254 escolas das 20 diretorias de ensino que têm em seu quadro 30% ou mais de escolas prioritárias.

O residente desenvolverá um projeto de apoio pedagógico em conjunto com o responsável de estágio na unidade escolar, articulado com o supervisor da universidade. Este trabalho servirá como um legado para continuar sendo usado na busca pela qualidade de aprendizado na escola. A instituição de ensino superior parceira da iniciativa e a Secretaria da Educação serão responsáveis pelo acompanhamento do projeto.

O estudante universitário participante da residência terá bolsa (o valor previsto é de cerca de R$ 500) e auxílio-transporte. Um membro da equipe gestora da unidade escolar será designado como responsável pelo estágio, sendo valorizado por esta atuação. A duração do estágio será de 400 horas, 100 a mais do que a modalidade vigente nas demais escolas da rede. Já firmaram parceria as instituições de ensino superior PUC-SP, Mackenzie, UFSCar, Universidade Federal do ABC e Unifesp (campus de Guarulhos).