terça-feira, 23/08/2005
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2º Congresso do Programa Escola da Família fala sobre o equilíbrio entre integração e mudança

A escola deve olhar para o passado? A escola deve olhar para o futuro? Deve se concentrar no aqui e no agora? Esses foram alguns dos questionamentos levantados na tarde desta terça-feira, no 2º Congresso do Programa Escola da Família, pelo doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo, José Manuel Moran. Nascido […]

A escola deve olhar para o passado? A escola deve olhar para o futuro? Deve se concentrar no aqui e no agora? Esses foram alguns dos questionamentos levantados na tarde desta terça-feira, no 2º Congresso do Programa Escola da Família, pelo doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo, José Manuel Moran. Nascido na Espanha e naturalizado brasileiro, Moran acredita na escola do futuro como um conjunto de espaço, tempo, atividades e flexibilidade de aprendizagem significativa.

Segundo o comunicador, a mudança de cultura será fundamental para o aproveitamento em sala de aula. “A escola não pode ter as salas de aula vistas como prisão, como espaço exclusivo de fala do professor”, disse. A mudança de foco deve começar na relação entre educador e aluno, no conteúdo pronto para o processo, na informação pronta para a pesquisa e projetos. “O professor não pode entregar tudo mastigado para o aluno, ele deve apenas participar do processo, transformando o estudante em pesquisador”, concluiu.

Para o doutor, na educação é preciso mudar o processo rígido e autoritário, acolhendo o aluno para a sua melhoria na aprendizagem, desenvolvendo assim o gostar por aprender. “Podemos transformar nossa vida em um processo permanente, paciente, confiante e afetuoso de aprendizagem”, disse José Manuel Moran.

Eduardo Santos