terça-feira, 03/06/2008
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3,1 mil detentos ganham diploma escolar, 26% mais que em 2006

Exame da Secretaria de Estado da Educação foi aplicado para 4206 presidiários A Secretaria de Estado da Educação finalizou balanço sobre a aprovação em exame supletivo, que oferece diplomas de Ensino Fundamental e Médio aos aprovados. O supletivo é oferecido também a detentos. A boa notícia é que 3.182 presos passaram na prova, ganhando diploma […]

Exame da Secretaria de Estado da Educação foi aplicado para 4206 presidiários

A Secretaria de Estado da Educação finalizou balanço sobre a aprovação em exame supletivo, que oferece diplomas de Ensino Fundamental e Médio aos aprovados. O supletivo é oferecido também a detentos. A boa notícia é que 3.182 presos passaram na prova, ganhando diploma ou atestado em determinadas áreas. O número é 26% superior ao de 2006, quando 2515 foram aprovados.

Em 2007 cerca de 4200 detentos fizeram o exame supletivo. As provas foram realizadas dentro das penitenciárias. A Secretaria verificou que os detentos foram melhores nas redações do que os participantes comuns.

“O crescimento nas aprovações aponta uma maior dedicação dos presos nas unidades. É importante dar oportunidade a todos. O supletivo é o caminho também para a reabilitação do encarcerado. Quando ele sair, vai ter mais chances no mercado”, afirma a diretora de Supletivo da Secretaria, Elisabete Lunetta. “Os detentos vão melhor nas redações porque costumam escrever freqüentemente cartas aos familiares”, ressalta.

Perfil dos participantes

Estudo da Secretaria mostra que a maioria (60,8%) dos que participam do exame supletivo pensa no futuro profissional ao tentar o diploma. Do total de participantes (105 mil compareceram), 60,8% prestaram a prova pensando no trabalho (24,2% querem ingressar no mercado de trabalho, 17% desejam voltar a trabalhar e 19,6% querem promoção no emprego). Outros 25,7% dos concorrentes prestaram supletivo para galgar novos níveis de escolaridade_ 13,5% têm motivos diversos.

O perfil dos candidatos do supletivo ainda demonstra que o maior percentual de candidatos tem idade entre 21 e 40 anos (65%) e renda familiar entre um e três salários mínimos (60,9%). Cerca de 55% dos 33 mil concorrentes prestaram o exame pela primeira vez. Aqueles que já foram reprovados outras vezes apontam a dificuldade das questões (42,6%) como o principal fator para o mau desempenho.