sexta-feira, 18/05/2018
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Boas Práticas

Alunas da rede vencedoras de concurso ganham viagem ao México

Estudantes da unidade de ensino México vão embarcar em junho e passar uma semana conhecendo o país

Duas alunas da escola estadual México, Diretoria de Ensino Sul  1, estão de malas prontas para uma viagem de intercâmbio ao México. Maria Eduarda Bagli Dorzino e Danielly Pereira Santos, estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental, participaram e ganharam o concurso anual que o Consulado do México oferece para escolas estaduais de São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro.

O concurso é composto por duas categorias: desenho, cujo tema esse ano foi “Os 50 anos das Olimpíadas do México”, e melhor desempenho de notas. Danielly usou a imaginação para criar o desenho vencedor. Maria Eduarda foi aluna com melhor desempenho entre os participantes.

Ilca Celly Lippi, que é vice-diretora da unidade, esclarece que “a professora de Artes faz um trabalho em cima do tema para que eles consigam desenvolver o desenho. Não é o desenho pelo desenho, apenas”. E completa: “geralmente, a professora de Artes faz um trabalho após as viagens, em sala de aula, para que eles contem como foi a experiência’, finaliza.

A professora de Artes é Marcia Regina Albuquerque Mendes. Ela explica que o consulado manda a convocação do concurso. “Depois eu apresento o tema, mostro alguns vídeos relacionados, depois uns desenhos da época. Aí mostro algo mais atual e a gente faz a comparação dos eventos. E, então, deixo com eles a criatividade. E eles vão dando conta do recado”, elucida a educadora.

Ela também deixa claro que, na convocatória, os responsáveis enviam algumas perguntas para eles relacionarem ao próprio trabalho. “Tipo, o que a Olimpíada fez para os estudantes, se é bom ou se é ruim… e com essas perguntas dão uma ideia do que os alunos podem fazer. E eu vou instruindo”, diz Marcia. Segundo a professora, “às vezes eles apresentam dúvidas sobre como desenhar e eu vou orientando também. Mas, é tudo criado pelos alunos, de acordo com os interesses deles”, conclui.

As vencedoras têm, ambas, 11 anos de idade, mas muita coisa para ensinar. Maria Eduarda, que foi escolhida por ter o melhor desempenho, não esperava esse resultado, mas imaginava ser forte concorrente, entre outros estudantes que também apresentam bons resultados. Segundo a pequena, que adora jogar futebol nas horas vagas e também manda bem na arte de desenhar, o segredo é ter foco. “Eu estudo muito, me esforço nas provas, presto atenção. As informações que a professora dá ajudam bastante. Acho que só”, ensina Maria Eduarda.

Totalmente satisfeita por ter a chance de andar de avião pela primeira vez, Maria Eduarda acredita que vai conhecer muitas coisas novas. “Eu nunca imaginei em poder ir para lá, mas acho que pode ser uma experiência muito boa, num lugar muito bonito”, diz.

A artista que venceu a modalidade melhor desenho relata que gosta de desenhar desde pequena. “Eu sempre gastei todas as folhas do meu caderno só para poder fazer desenho. A minha mãe me elogia, e eu sempre faço desenhos para ela guardar, mas ela fala para eu não gastar muito as folhas do caderno”, conta Danielly Pereira Santos.

Geralmente, Danielly desenha pessoas e paisagens. Mas, para o concurso na escola México ela decidiu juntar as duas coisas numa só. Em seu trabalho, equipe de canoagem disputam uma prova. Enquanto se pode aprender com Maria Eduarda sobre a importância de ser aplicada aos estudos, com Danielly e sua obra se aprende o valor da união. “Eu desenhei canoagem, porque acho um esporte muito legal que você trabalha em equipe para poder ganhar. Um ajuda o outro”, orienta a criança.

E a professora Marcia foi um importante instrumento para a aprendizagem de todos os concorrentes, não só das premiadas. “Aprendi que na vida você não consegue tudo, vai ter vezes que você vai perder, outras você vai vencer. E eu ganhei, mas não esperava porque tinha ótimos desenhos, tipo o da Maria Eduarda que ganhou de melhor aluna. O dela estava bem legal!”, segundo balanço feito por Danielly Pereira.

Na escolha pelo desenho, o júri, formado por especialistas mexicanos em arte infantil do Conselho Nacional para Cultura e Arte (CONACULTA), levou em conta originalidade, técnica e proposta em benefício da sociedade.  Na escolha do aluno com melhor nota, os julgadores levaram em consideração notas obtidas tanto no 4º ano quanto nas decorrentes do 5º ano.

Todas as escolas participantes, localizadas em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, estão inseridas no programa “Escuelas México”, criado em 1996, que consiste em beneficiar a formação educacional  em escolas de 7 nações da Ámerica Latina que levam o nome do país.