quarta-feira, 03/12/2014
Boas Práticas

Projetos científicos de alunos paulistas estarão na Mostra de Ciências e Engenharia (MOP)

Objetivo é estimular o espírito investigativo dos jovens estudantes

A partir desta quarta-feira (3), os alunos matriculados no 8º ou 9º ano do Ensino Fundamental, no Ensino Médio ou técnico de escolas públicas e particulares do Estado de São Paulo, finalistas da Mostra Paulista de Ciências e Engenharia (MOP), apresentam seus projetos para o Comitê de Avaliação. Os aprovados garantem uma vaga na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, a FEBRACE 2015.

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Entre os destaques, está o projeto “Comigo ninguém pode muito menos a Dengue!”, criado pelo aluno do Ensino Fundamental Leandro Leomar Borges Rastelli, da escola de Tempo Integral Afonso Cáfaro, em Fernandópolis. Motivado a pesquisar sobre o mosquito da Dengue, Leandro descobriu um meio de combater a larva do mosquito com um inseticida natural, que não prejudicasse o meio ambiente.

– Confira aqui as escolas estaduais finalistas da Mostra 

A partir daí, encontrou uma planta que pudesse combater a Dengue. “Ele tentou buscar algo que fosse natural, que não agredisse o meio ambiente. Com isso, o aluno fez pesquisas até chegar ao famoso “Comigo Ninguém Pode”, onde extraiu o estrato da planta e aplicou nas larvas e no mosquito. O resultado foi que as larvas desapareceram”, conta a professora orientadora do projeto, Jucimara Uliana Gomes.“Estou muito animado e ansioso para a avaliação e premiação”, revela o aluno.

A escola ainda está na final com outros dois projetos. “Um salto para o futuro” e “A transformação de energia térmica do corpo humano em energia elétrica para ser armazenada e reaproveitada”. “A expectativa é grande, pois nós acreditamos que todos esses projetos possuem muita relevância social. No “Comigo Ninguém Pode”, por exemplo, temos a pretensão de fazer parcerias com laboratórios para coletar a substância da planta e sugerir no mercado”, conta a professora-coordenadora Fernanda Cristina Alessio Miranda.

Meio ambiente

Outro finalista fica por conta da escola estadual Mario Guilherme Notari, em Sorocaba. Com o projeto “Redução de resíduos orgânicos com o uso de composteira caseira”, criado por alunos do Ensino Médio, o projeto consiste reutilização de resíduos produzidos pela escola.

A ideia, como conta o professor orientador, Fabio Gilberto, surgiu a partir de um problema de eliminação de resíduos da escola. “Os alunos viram que a escola tinha uma produção grande de resíduos, principalmente a cozinha. Neste sentido, os estudantes decidiram ir em busca de uma solução para diminuir. Com isso, os alunos fizeram pesquisas e chegaram a conclusão de criar uma composteira”, conta.

Utilizando caixas plásticas que seriam descartadas, os alunos criaram uma composteira para armazenar e reutilizar todos os resíduos produzidos na escola. Parte desses resíduos transformam-se em adubo, que é utilizado para o plantio de mudas na escola.

“Esse projeto é muito importante, pois incentiva os alunos a se interessarem pela escola. Esse aprendizado adquirido dentro do ambiente escolar irá refletir em sua vida profissional e pessoal”, afirma Ricardo.

A avaliação dos finalistas será aberta ao público e acontecerá até a próxima sexta-feira (5). Mais detalhes podem ser conferidos na página da mostra.

Mostra Paulista de Ciências e Engenharia

A MOP é promovida pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), por meio do Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI), e objetiva estimular o espírito investigativo, o empreendedorismo e a criatividade de jovens estudantes.

Podem se candidatar alunos matriculados no 8º ou 9º ano do Ensino Fundamental, do Ensino Médio ou técnico de escolas públicas e particulares do Estado de São Paulo. Os inscritos também devem ter, no máximo, 20 anos de idade.

Os projetos podem ser individuais ou em grupo de dois a três alunos e devem ter um professor orientador com mais de 21 anos de idade. Além disso, é preciso se enquadrar em uma das categorias das Ciências e Engenharias.