terça-feira, 05/06/2018
Governo do Estado de São Paulo
Ensino Médio

Audiência pública da BNCC do Ensino Médio será no dia 8 de junho, em SP

O encontro será no auditório da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência

O Conselho Nacional de Educação (CNE) promove, entre maio e agosto de 2018, cinco audiências públicas, uma em cada região do país, para ouvir contribuições da sociedade sobre a parte do Ensino Médio da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Em São Paulo, a sessão será na próxima sexta-feira (8), das 9h às 17h, no auditório da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

As audiências não têm caráter deliberativo, mas são essenciais para que os membros do CNE possam elaborar um documento normativo que reflita necessidades, interesses, diversidade e pluralidade do panorama educacional brasileiro e os desafios a serem enfrentados para a construção de uma educação de qualidade como direito de todos.

A segunda audiência, que diz respeito à Região Sudeste, terá transmissão ao vivo por link na internet, basta clicar aqui para assistir.

Além das manifestações nas audiências públicas, o Conselho Nacional de Educação receberá contribuições fundamentadas e circunstanciadas, de pessoas físicas, órgãos, associações, entidades representativas ou especialistas envolvidos com o tema da Base Nacional Comum Curricular – Ensino Médio, com autoria identificada e qualificada, por meio eletrônico na página cnebncc.mec.gov.br, até às 23h59 do dia da última audiência pública.

De portas abertas

Nessa terça-feira (5), representantes da Secretaria da Educação receberam integrantes de movimentos estudantis para uma conversa sobre o rumo do Ensino Médio e a Base Nacional Comum Curricular. A reunião aconteceu no Salão Nobre da sede da Educação. Segundo a professora Valeria de Souza, assessora de gabinete da Secretaria da Educação, “esse grande encontro com os nossos líderes estudantis é para a gente abrir o diálogo sobre a discussão da BNCC do Ensino Médio e das reformas do Ensino Médio que virão adiante. É algo fundamental para a gente estabelecer que escola nós queremos”, explica.

Contudo, a reunião marca um momento e um espaço de construção de um diálogo com todos os estudantes da rede do Estado. “E isso é importante para a Secretaria para começar a pensar em como que nós vamos construir uma política pública para o Ensino Médio com a participação ativa desses estudantes”, afirma Herbert Gomes da Silva, diretor do CEFAF/CGEB (Centro de Ensino Fundamental dos Anos Finais, do Ensino Médio e da Educação Profissional da Coordenadoria de Gestão da Educação Básica).

Presente na reunião, a presidente estadual da Juventude Socialista Brasileira – JSB, Mariane Borges Tavelli entende que um encontro como este é sinal de novos tempos. “Eu acho que o secretário João Cury foi muito sensível, muito certeiro. Porque a gente costuma olhar para esses movimentos partidários ideológicos com muito preconceito. Então, quando você traz para dentro esses interlocutores, esses jovens, isso é de uma valia enorme”, acredita.

A jovem tem a percepção de que um governo se faz assim, aberto a todos. “Não é que você precisa concordar com todo mundo, mas você precisa dialogar com todo mundo. Assim a gente vai encontrar pontos que nos unem e a gente vai modificar a vida das pessoas”, finaliza Mari Tavelli.

Lais do Vale Oliveira tem apenas 18 anos e é estudante de rede estadual matriculada em uma ETEC. Com tão pouca idade, ocupa o cargo de presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas – UPES. “Eu nunca vi uma abertura de diálogo entre o movimento estudantil e a secretaria da Educação. Então, logo nessa transição na Pasta a gente teve essa abertura. E eu acredito que não há ninguém que consiga definir o que é melhor para a educação do que as pessoas que estão dentro das escolas, os alunos, os estudantes, o corpo administrativo. Podem ser diversas opiniões diferentes, mas são opiniões de pessoas que vivem aquilo no dia a dia”, destaca a estudante.

Sobre a Base Nacional Comum Curricular, Lais do Vale acredita que “se trata de um documento muito bem escrito e muito bem pensado. Mas, ele precisa ser bem aplicado, porque a gente sabe que na teoria as coisas podem ser maravilhosas. As pessoas têm a ideia de que o movimento estudantil é contra a reforma da educação, mas não é. O movimento estudantil é contra o sucateamento da educação, e um projeto lindo se for aplicado pela metade não trará bons resultados para toda a rede”, aponta a presidente da UPES.

2ª audiência pública sobre a BNCC – Região Sudeste

Data: 08 de junho de 2018

Horário: 9h às 17h

Local: Auditório da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 564, Portão 10, Barra Funda, São Paulo/ SP