terça-feira, 22/05/2018
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Boas Práticas

Campanha #AprenderParaPrevenir recebe inscrições até 1º de outubro

Iniciativa promove a percepção de riscos de desastres socioambientais e o enfrentamento das mudanças climáticas

Atentos às mudanças climáticas e aos desastres socioambientais decorrentes da má gestão dos recursos naturais, o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden) e a Secretaria da Educação convidam todas as escolas da rede estadual a participarem da campanha #AprenderParaPrevenir. As inscrições estão abertas até 1º de outubro, mês Internacional da Redução de Desastres Naturais, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Essa já é a terceira edição da campanha, que em 2018 vem com o tema Água [D+ ou D-] = Desastre?. A ação tem visa incentivar o desenvolvimento de projetos educativos voltados à prevenção de riscos de desastres socioambientais relacionados com a água (excesso ou escassez) e mapear os projetos educativos realizados no Brasil sobre o tema, promovendo um espaço de divulgação para eles.

Os projetos que estiverem de acordo com o Guia de Orientação da campanha participarão do sorteio de prêmios. Serão entregues 12 pluviômetros semiautomáticos (do Cemaden), que podem ser utilizados para medição das chuvas, e 12 kits educativos com livros, cartilhas e outras publicações sobre Educação em Redução de Riscos de Desastres.

Podem se inscrever escolas de Educação Infantil, Ensino Fundamental I e II, Ensino Médio, públicas, privadas, comunitárias e instituições de educação não-formal, no site da campanha #AprenderParaPrevenir.

Educação na Redução de Riscos e Desastres

No início do ano, a Secretaria da Educação promoveu o II Seminário Estadual e I Internacional de Educação em Redução de Riscos e Desastres (RRD). A ação levou à reflexão sobre a cultura de RRD no território nacional e ampliou o debate entre especialistas, professores e técnicos em educação no contexto, fomentando e disseminando a temática em todos os níveis.

Segundo Sergio Luiz Damiati, que integra a equipe técnica de Geografia da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, os seminários trataram as questões de riscos e desastres no que pede a legislação brasileira. Ele afirma que “é importante para o aluno para que ele tenha uma percepção dos riscos que está sujeito e possa, então, trabalhar a prevenção”.

No seminário, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer as instituições que cuidam da temática e entender um pouco mais sobre os procedimentos da Defesa Civil no que se refere à Prevenção e à Resposta aos Desastres. No auditório da EFAP – Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Professores, “as mesas redondas foram muito esclarecedoras e envolveram questões técnicas, reflexões teóricas, formação continuada e prática pedagógica”, explica Patricia Silvestre Águas, Professora Coordenadora de Núcleo Pedagógico de Geografia da Diretoria de Ensino Centro.

O Brasil tem avançado em políticas públicas voltadas à Redução de Riscos e Desastres (RRD), no entanto tem como grande desafio a capacitação de técnicos e outros agentes que fomentem a mudança estrutural na cultura da nação em RRD e a efetivação destas políticas no cotidiano dos agentes envolvidos.

A Professora Coordenadora de Núcleo Pedagógico de Ciências e Educação Ambiental da DE Mogi das Cruzes, Elizabeth Reymi Rodrigues, destaca a importância da parceria. Segundo ela, “o primeiro ponto é estabelecer essas parcerias. Com isso, as escolas serão bem orientadas sobre planos de evacuação e outras ações”, concretiza Elizabeth.

Em Campos do Jordão, na escola Theodoro Correa Cintra, as professoras Grazieli Vitoriano, de Geografia, e Aline Pellizola, de Língua Portuguesa, se juntaram após a participação no I Seminário, ainda em 2016. Depois do treinamento, ambas perceberam que era necessário mudar a abordagem dentro da sala de aula.

“Com esse esclarecimento, percebi que precisava de uma linguagem adequada que abrangesse os alunos. E com o suporte teórico da disciplina de geografia montamos um grupo de produção de pesquisa, no qual os próprios alunos produziam conteúdos e materiais a serem divulgados”, esclarece Aline Pellizola.

Foi um processo de pesquisa teórica que finalizou com o grupo apresentando seminários para as outras turmas da escola, totalizando quase 1200 alunos informados sobre as condições de prevenção e redução de riscos. A unidade também participou com uma comunicação verbo-visual na Semana Nacional de Tecnologia 2017, em São José dos Campos, situação essa em que demonstraram as pesquisas realizadas e as intervenções sociais feitas ao longo do ano.