sexta-feira, 04/02/2022
Notícia

Centros de Estudo de Línguas têm vagas abertas para estudantes da rede estadual

Em todo estado são 167 unidades; aulas enfatizam as quatro habilidades básicas para aprender um idioma: compreensão, audição, leitura e escrita

O projeto Centro de Estudo de Línguas (CEL) está com matrículas abertas para estudantes da rede estadual do ensino fundamental, ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA) interessados em aprender novos idiomas em 2022. São oferecidos cursos de inglês, espanhol, francês, alemão, italiano, mandarim e japonês, conforme a demanda regional. Cada aluno pode cursar até dois idiomas simultaneamente. Atualmente, existem 167 unidades do CEL espalhados por todas as regiões do estado

A manifestação de interesse ocorre via Secretaria Escolar Digital (SED), mas a efetivação da matrícula acontece presencialmente na escola na qual CEL é vinculado. É necessário apresentar uma cópia do documento de identidade (RG) e declaração de matrícula com número do Registro de Aluno (RA). Menores de 18 anos devem estar acompanhados dos pais ou responsáveis.

Os cursos têm duração de três anos (carga total de 400 horas), são organizados por semestre, e acontecem no período de contraturno ou aos sábados. Exceto o de inglês, que é anual (133 horas). Para cursar inglês e mandarim, é necessário que os estudantes estejam matriculados no ensino médio, para os demais idiomas, basta estar matriculado em uma das turmas a partir do 7º ano do ensino fundamental e EJA. Cada estudante pode aprender até dois idiomas simultaneamente.

Além do estudo da língua estrangeira, os alunos ampliam aprendizagens de aspectos sociais e culturais de outros países e regiões.

“Os alunos não querem ir embora quando a aula acaba”
A coordenadora Rosângela Moura, do CEL Antônio Raposo Tavares, em Osasco, conta que os alunos que chegam ao Centro se surpreendem com a dinâmica das aulas e a dedicação dos professores e coordenação, que são avaliados semestralmente pelo Conselho Consultivo Escolar. “É uma oferta de imersão em diferentes culturas. Eles percebem as muitas janelas de oportunidades e abraçam essa oportunidade. As aulas enfatizam as quatro habilidades básicas para aprender um idioma: compreensão, audição, leitura e escrita”, diz.

Rosângela explica que algumas aulas são temáticas e baseadas em atividades lúdicas, além de feiras culturais e festas. “Muitas vezes os alunos não querem ir embora quando a aula acaba”, revela.

São tantos os casos de sucesso que a coordenadora defendeu a sua tese de doutorado com a temática “Como água para chocolate: A língua Espanhola como meio de ascensão social – Histórias de Sucesso, na Universidad Nacional de Rosário, na Argentina. “A banca de jurados ficou impressionada com o projeto da Secretaria da Educação de São Paulo e sugeriu que publicasse a tese, que está saindo em formato de livro. A proposta surgiu da curiosidade para saber o impacto que o CEL exercia na vida dos ex-estudantes”, acrescenta.

Ex-aluno morou na Argentina e vai trabalhar na Alemanha
Durante este processo, a professora encontrou muitos alunos trabalhando com o idioma que aprenderam no Centro, principalmente o espanhol. Muitas possibilidades pessoais e profissionais se tornam possíveis graças ao aprendizado. Foi o que ocorreu com Welbert Pimenta, 28, que concluiu o curso de espanhol (3 anos) e parou no último semestre de francês (prestes a completar 3 anos) no CEL Osasco, entre 2005 e 2010. Ele, formado na educação pública e graduado como bolsista, conta que foi obrigado pela mãe a fazer os cursos, que não queria aprender o espanhol, mas, depois, se apaixonou pelo idioma.

Ele ingressou no curso de Enfermagem na universidade e optou pela especialização na Argentina. Após seis anos em Buenos Aires, retornou ao Brasil, mas já prepara as malas para uma nova experiência: vai trabalhar na unidade de Munique, na Alemanha, da maior rede de medicina privada da Europa. “Tudo isso só foi possível graças ao CEL Osasco. O idioma possibilitou meu desenvolvimento acadêmico e profissional para que eu tivesse a chance de receber uma proposta profissional na Europa. Está tudo vinculado”, resume.