terça-feira, 06/05/2014
Sociedade

Clube de Matemática estimula alunos na preparação para olimpíada da disciplina

Projeto que já mostra resultados positivos envolve 690 alunos de 11 cidades diferentes

“Foi uma experiência muito boa. Nunca tinha estado em um lugar com tantos alunos de outras escolas reunidos. Tivemos a oportunidade de debater nossos conhecimentos e aprender novas formas de resolver problemas”. O relato da aluna Larissa Ribeiro, que cursa a 3ª série do Ensino Médio na E.E. Paulo Grassi Bonilha, na cidade de Itapura, define bem o conceito do Clube de Matemática, realizado pela Diretoria de Ensino de Andradina.

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O projeto envolveu todas as 23 escolas estaduais da região em encontros que acontecem em quatro municípios diferentes. O próximo, marcado para a próxima sexta-feira (9), será realizado na cidade de Andradina. Ao todo, 30 professores e 690 alunos participam das reuniões do Clube de Matemática.

“Nesses encontros, estudamos matemática por meio de questões de outros anos da Olimpíada Brasileira de Matemáticas das Escolas Públicas e com base no material de referência da competição”, explica Ricardo Verni, que é professor coordenador do Núcleo Pedagógico de Matemática na Diretoria de Ensino de Andradina. “Além da preparação para a olimpíada, nós consequentemente melhoramos o desempenho desses alunos nas aulas de matemática nas escolas”, comenta.

O trabalho, realizado desde 2013, já mostrou resultado. A região de Andradina conquistou 11 medalhas e 105 menções honrosas na última edição da olimpíada. “O que faz a diferença mesmo é o professor em sala de aula. Os alunos já vêm com os conhecimentos. O que oferecemos no Clube de Matemática é uma forma de complementar e aperfeiçoar o que eles já sabem”, afirma o professor.

Motivação

Com os novos conhecimentos que adquiriu nos encontros do Clube, a jovem Larissa já se sente preparada para a primeira prova da olimpíada, que acontece no dia 27 de maio. Além da disputa, a aluna pensa em utilizar o que aprendeu para ajudar colegas com dificuldade na disciplina.

“Sempre gostei de matemática, tinha dificuldades, mas sempre corri atrás e busquei melhorar com ajuda de professores e colegas. Agora, no grupo de estudos que temos na escola, quero transmitir o que aprender no clube”, comenta a estudante.