sexta-feira, 04/05/2018
EJA - Educação de Jovens e Adultos

Conheça opções de avaliações e cursos para estudos de jovens e adultos

EJA e CEEJA são algumas das opções para quem deseja retomar os estudos

Nunca é tarde para retomar os estudos e voltar à sala de aula. Jovens e adultos que não tiveram a oportunidade de iniciar ou concluir os estudos podem realizar cursos e avaliações voltadas à modalidade de ensino de Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA) é possível concluir tanto o Ensino Fundamental quanto o Ensino Médio. As aulas do Ensino Fundamental são abertas para alunos a partir de 15 anos. Já os interessados em concluir o Ensino Médio precisam ter, no mínimo, 18 anos. Os módulos de 6 meses cada são equivalentes aos anos e séries do ensino regular. O curso conta com quatro horas diárias, de segunda à sexta-feira.

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Os motivos para abandonar a sala de aula são diversos e a aluna Luiza Yara contou que mesmo com as dificuldades nunca perdeu a vontade de retomar os estudos. “Eu tinha muita vontade de estudar, mas tinha apenas 10 anos de idade e não podia sair da minha cidade, chamada Bastos, interior de São Paulo. Meu pai tinha dificuldade de me levar para a escola. Sendo assim, fiquei sem estudar”, explica.

“Muitos tentam desistir, e é um papel nosso como gestor, como professor e como funcionário de motivar os alunos a continuarem na EJA, pois a dificuldade deles é grande, já que muitos pararam de estudar há muito tempo”, conta a docente Denise Bolleta.

Conquistar um lugar no mercado foi o principal motivo que levou Neide Silva a retomar os estudos. “O mercado de trabalho está exigente, exige uma formação, uma qualificação profissional. Eu entendo que se a gente não estudar não vai ter um bom salário, além de ter a oportunidade de contribuir para a sociedade”, explica.

Já a aluna Maria das Graças, cozinheira experiente, retornou às salas de aula para tentar uma chance de promoção. Mesmo há anos na profissão, a falta de escolaridade tem atrapalhado seu crescimento no trabalho. “Não importa o quanto você saiba ou tenha aprendido dentro da cozinha, todos ainda querem o conhecimento que só vem da sala de aula”, explica.