quinta-feira, 15/10/2009
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Criador do Dia dos Professores foi educador da rede estadual

Dia dos Professores foi sugerido por Salomão Becker em 1947; docentes veterano e novato falam sobre o amor e a missão na formação de estudantes para o mercado de trabalho “Professor é profissão. Educador é missão”, afirmou o mestre e doutor Salomão Becker (1922-2006), responsável pela inclusão do Dia dos Professores no calendário escolar, em […]

Dia dos Professores foi sugerido por Salomão Becker em 1947; docentes veterano e novato falam sobre o amor e a missão na formação de estudantes para o mercado de trabalho

“Professor é profissão. Educador é missão”, afirmou o mestre e doutor Salomão Becker (1922-2006), responsável pela inclusão do Dia dos Professores no calendário escolar, em 1947. Nascido em Piracicaba, Becker foi um apaixonado pelo magistério e lecionou durante 49 anos em diversas escolas estaduais na capital, do Ensino Fundamental ao Ensino Médio.

A comemoração do Dia dos Professores, celebrada anualmente em 15 de outubro, foi sugerida pelo educador durante uma conversa com outros três colegas professores. O bate-papo no Ginásio Caetano de Campos, na rua Augusta, conhecido na época como “Caetaninho”, girava em torno do longo período letivo do segundo semestre, que ia de 1º de junho a 15 de dezembro, com apenas dez dias de férias nesse intervalo.

O quarteto, então, teve a ideia de organizar um dia de parada para repor as energias e analisar os rumos do ensino no estado. Becker sugeriu que o encontro acontecesse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, professores e alunos se confraternizavam trazendo doces e salgados. A sugestão foi aceita pelos colegas e logo se espalhou por outras escolas paulistas, sendo seguida por outros estados brasileiros.

O Dia dos Professores foi oficializado nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963.

Mestres com carinho

Assim como Becker, a rede está repleta de professores apaixonados pela profissão. Maria Eunice Cesar Arouca, 69 anos de idade, leciona há 45 em escolas estaduais. Ela passou por unidades da Grande São Paulo e hoje atua na Escola Estadual Professor Gabriel Oscar Antunes. “Trabalho por opção. Ser professora é uma tarefa árdua, mas muito recompensadora”, afirma.

Nascida em uma família de educadores da rede pública no interior paulista, Maria Eunice conta que, mesmo com as dificuldades financeiras, alguns alunos ainda fazem questão de homenagear o professor. “Ganhei alguns mimos e até um buquê de flores, o que me enobrece muito. Gosto do que faço e nunca pensei em deixar o ensino público”.

Fábio Dias Castro está com 27 anos, é professor de matemática do Ensino Médio na Escola Estadual Jardim América III e novato na rede estadual. Nesta quinta-feira, o educador fará sua comemoração do jeito que mais gosta: em sala de aula, rodeado pelos alunos ávidos por aprender. “É um dia para refletir sobre a educação em nosso País e sobre nossa missão em preparar essa garotada para o mercado de trabalho”, acredita.

Antes de ser professor, Castro sempre estudou em escolas estaduais e se diz orgulhoso por sua formação. “Tive dois professores que me inspiraram muito a seguir na rede. Quero retribuir ao Estado por minha formação”, conta ele, que compara sua profissão à medicina. “O professor é tão importante quanto o médico. Com a diferença que um erro dele pode perder uma vida, já um erro de um mestre pode prejudicar o desenvolvimento pessoal e profissional de mais de 30 pessoas”.