sexta-feira, 16/08/2019
Boas Práticas

Curiosidade e preservação: como escola da Capital criou um centro de memória na unidade

Relatos, registros fotográficos e documentais foram alguns dos materiais que os estudantes buscaram com a comunidade

Toda escola estadual tem seu patrono. É a pessoa que dá o nome da unidade, um processo que leva tempo para a comunidade escolher aqueles que querem homenagear e eternizar no lugar. Na Escola Estadual República da Nicarágua, a busca pelo patrono da unidade levou uma turma de estudantes e professores a fundarem um centro de memória do local.

Tudo começou em 2017, quando a professora Sheila, de história, recebeu uma solicitação da direção da escola: fazer uma apresentação sobre o patrono da unidade. “Durante a pesquisa, percebi que só tínhamos duas fotos da época da inauguração aqui e nada sobre a transformação da unidade ao longo dos anos. Era um material realmente escasso”, explica a professora.

Sheila resolveu se mexer. Criou na escola o que chamou de “centro de história e memória”, uma repartição com o objetivo de resgatar essa memória da unidade escolar e começar a traçar uma linha do tempo da escola a partir de então. “Justei alguns estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental e ensinei técnicas de fotografia, com oficinas no tempo escolas. Assim os estudantes passaram a fazer o trabalho de um historiador, buscando dos demais professores e da comunidade informações sobre a história da escola”, relata.

Relatos, registros fotográficos e documentais foram alguns dos materiais que os estudantes buscaram. “Nos dividimos em pequenos grupos, onde cada um fica responsável por tarefas como catalogar as fotos, identificar a história dos 30 primeiros matriculados na escola, documentar as pesquisa e publicá-las no Centro de História e Memória”, relata João Azevedo, membro de um dos grupos.

Os registros realizados pelos alunos renderam mais de três mil clicks resultaram, que resultaram na realização de uma exposição na escola com cerca de 500 fotos selecionadas.

Para esse ano, a ideia é ainda maior. A professora Sheila e os estudantes querem chamar os antigos estudantes da escola para “reviverem” o tempo quando estudavam na Escola Estadual República da Nicarágua. Um momento de diálogo e troca de informações entre os ex-alunos e os que estão na escola atualmente para relembrar o passado e preservar a memória daqueles que ajudaram a construir a escola.