terça-feira, 06/08/2013
Imprensa

Educação aumenta número de professores especializados em prevenir conflitos na Baixada Santista e em Registro

No Estado, são cerca de 3 mil educadores da Secretaria da Educação já capacitados para traçar ações contra bullying, indisciplina e brigas A Secretaria da Educação do Estado dobrou o número de professores especializados em prevenir conflitos na rede estadual de ensino. Apenas este ano, 642 educadores foram capacitados, o que resulta em uma média […]


No Estado, são cerca de 3 mil educadores da Secretaria da Educação já capacitados para traçar ações contra bullying, indisciplina e brigas

A Secretaria da Educação do Estado dobrou o número de professores especializados em prevenir conflitos na rede estadual de ensino. Apenas este ano, 642 educadores foram capacitados, o que resulta em uma média de quatro novos docentes por dia nas escolas estaduais em 2013. Eles elaboram, por exemplo, ações contra bullying, agressões, indisciplina e também atuam no acolhimento dos alunos com as mais variadas demandas, desde gravidez inesperada até brigas com os pais.

O modelo é pioneiro no País e o sucesso nas escolas paulistas motivou a ampliação do programa, implantado pela Secretaria em 2010. No período, a quantidade de professores mais do que dobrou no Estado, saindo de 1.156 para os atuais 2.859 (crescimento de 147%). Na Baixada Santista e na região de Registro, o número cresceu cinco vezes no período, passando de 31 para os atuais 166.

Pesquisa da Secretaria, feita com cerca de 1,1 mil funcionários das 2.445 unidades de ensino que contam com estes professores, aponta que, por mudar ou iniciar um processo de mudança no ambiente escolar, a interferência dos mediadores é aprovada por 90% dos servidores consultados.

A função deste professor mediador foi idealizada para proteger os alunos das unidades da rede estadual de fatores de risco e aproximar a comunidade da escola. Os educadores, que podem ser de qualquer disciplina, passam por uma capacitação específica da Secretaria e outras feitas em parceria com Ministério Público e mais instituições. Nelas, o objetivo é conhecer a fundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), além de aprender técnicas de justiça restaurativa.

“O professor-mediador atua com questões pedagógicas e em várias outras frentes. Ele faz um diagnóstico da escola onde trabalha, conhecendo as principais demandas dos estudantes, dos outros professores e dos diretores. Depois de conhecer o contexto, a orientação é para que ele elabore e coloque em prática as ações preventivas sobre os mais variados temas, levando em conta as características pessoais, geográficas e até culturais das unidades de ensino”, afirma o coordenador do Sistema de Proteção Escolar da Secretaria, Felippe Angeli.

Ações

Segundo a pesquisa feita pela Secretaria, o bullying é um dos temas mais solicitados pelos servidores para que os professores-mediadores elaborem ações preventivas. O levantamento mostra que 98,2% dos servidores ouvidos relatam que os mediadores realizam programas sobre este assunto. O questionário aplicado, de múltipla escolha, aponta também outras áreas trabalhadas por estes docentes:

97,5% fazem ações contra “indisciplina”

92,5% trabalham sobre os perigos do “uso de álcool e drogas”

88,1% criaram ações contra brigas e vandalismo

72,7% elaboraram projetos para agressões