segunda-feira, 18/06/2018
Foto Divulgação
Ensino Fundamental

Em São José do Rio Preto, escola abriga estação meteorológica

Alunos tem a oportunidade de coletar e analisar dados como temperatura, umidade do ar e pressão

A escola estadual Oscar de Barros Serra Doria, em São José do Rio Preto, participa de um projeto tecnológico e extremamente inovador. A unidade recebeu uma estação meteorológica, que é operada por professores e alunos. A iniciativa faz parte do programa “Clima Escola”, que foi desenvolvido por professores da rede pública de Brasília.

“A estação é uma coisa bem interessante. Imagina você ter dentro da escola um aparelho onde pode consultar online a situação do tempo. O sistema da cidade atualiza as informações de uma em uma hora, mas o nosso atualiza a cada três minutos”, conta Eliani Marques Rocha, professora coordenadora da unidade.

A unidade mede a cada três minutos a temperatura, a pressão atmosférica e a umidade relativa do ar. Ao final de cada mês os dados são reunidos e um backup é feito com as informações. Cada estação tem custo aproximado de R$ 300,00. Entretanto, a escola recebeu os equipamentos de forma gratuita.

“O mais importante para nós, aqui, é a umidade do ar. O clima na cidade é bem quente, e a umidade em determinadas épocas do ano é muito baixa. E a medição colabora para que os alunos entendam que a umidade está relacionada a doenças respiratórias”, lembra Eliane.

Cerca de 400 alunos, do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, são beneficiados com a estação meteorológica. As informações coletadas podem ser discutidas em sala de aula e, durante os estudos, será possível analisar a geografia do local, entender a variação da temperatura, entre outros assuntos relacionados a meteorologia.

Segundo a presidente do Grêmio Estudantil União Força Jovem, Milena dos Santos Silva, a iniciativa é algo que desperta o interesse dos alunos, além de a construção do conhecimento, a partir do equipamento. “As coisas que não sabíamos fomos aprendendo, e algumas curiosidades foram solucionadas pelos professores”, deixa claro a aluna.

“Eu acho que as aulas do Programa Clima Escola me ajudam a ir melhor na aula de Geografia. A gente não chegou nesse tema ainda, mas a professora já deu uma adiantada no assunto. E eu acho que, quando chegar o momento, a matéria estará na ponta da língua”, relata a aluna Emily Trosdolff Toppan de Freitas, de 14 anos.

Enzo Gabriel da Costa Santos está na mesma série da Emily, o 9º ano B, e diz que, realmente, a professora conseguiu explicar um pouquinho como tudo funciona. Mas, para o garoto, o mais interessante é que só a escola que ele estuda, em toda a cidade, tem uma estação meteorológica. “E com o celular dá para eu ver as informações. Inclusive, eu acessei em casa para ver como que estava o clima hoje. Você acessa o site e verifica a temperatura da cidade, a pressão atmosférica e tudo o mais”, diz o aluno.

“O clima pode mudar de repente, e lá estará registrado. Ou seja, se a gente sempre ficar monitorando a estação, nos daremos bem. Se vai fazer frio a gente sai com um casaquinho, se vai fazer calor a gente usa uma regata, uns shorts”, observa a pequena Emily.

As estações possuem uma placa NodeMCU, aparelho que faz a medição, customizada pelos professores que a desenvolveram, em Brasília. Nela, há dois sensores, um capaz de medir a temperatura e a umidade relativa do ar, e outro que mede a pressão atmosférica.

A unidade escolar rio-pretense foi a primeira da rede paulista de ensino a receber o equipamento, mas outras duas também já foram equipadas e estão em funcionamento. A professora coordenadora Eliani Marques ficou responsável pela escolha das duas escolas. Uma está em Potirendaba e a outra em Guapiaçu.