sexta-feira, 11/10/2013
Sociedade

Entre brinquedos e jogos, crianças aprendem a fórmula de fazer amigos na hora do recreio

No Dia das Crianças, conheça projeto que resgata jogos que estiveram na infância de muitas gerações

Times montados e posições escolhidas, tudo pronto para começar o jogo de pebolim. Duplas de meninos e meninas duelam o melhor desempenho em campo. O primeiro gol é marcado e as crianças partem para a comemoração, o resultado empolga as equipes que continuam a brincadeira.

As atividades da E.E. Clodoaldo Portugal Caribê, em Mauá, não acontecem só durante a semana que antecede o Dia das Crianças, comemorado no próximo dia 12, mas durante todo o ano. Com brincadeiras que estiveram na infância de muitas gerações, o projeto resgata o jeito de “ser criança”, um pouco esquecido na era da tecnologia.

As partidas têm hora e local oficiais: sempre no “recreio”. Na escola, não falta diversão para os alunos do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental que, além de pebolim, podem voltar ao passado nas oficinas de amarelinha, corda, queimada, jogos de tabuleiro, baú de brinquedos, basquete, informática e vídeo.

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As atividades são promovidas com fundo pedagógico, o objetivo é “auxiliar o convívio social, proporcionando diversão e lazer para os alunos”, diz a professora de educação física Roseli de Fátima Luiz, responsável pelo projeto Pátio Além do Lanche.

Da direção à cantina, todos os funcionários foram treinados para lidar com as novas situações do intervalo. Antes de deixar a sala, são entregues viseiras com cores diferentes para os alunos, cada uma direciona para determinada oficina. “As cores das viseiras ajudam na organização, assim a cada dia eles participam de uma atividade, evitando tumulto e possíveis conflitos”, explica a diretora Ivone Zandona.

Nos primeiros dez minutos, o tempo é liberado para comer a merenda. Alimentados, todos seguem para a oficina do dia. Com a viseira vermelha, Arthur da Costa Lima brincou com os jogos de tabuleiro. “É muito legal! Dá para jogar com os amigos e ainda tem vários games”.

Segundo a diretora da unidade, a predominância de jogos e brincadeiras sem recursos eletrônicos são intencionais para forçar a interação entre as classes. “O projeto faz com as crianças da escola inteira, e não só da própria sala, criem vínculos de amizade. Depois do intervalo, eles voltam tranquilos, felizes e prontos para começar de novo”, conta.

Recursos

Os brinquedos e materiais utilizados nas oficinas são adquiridos com recursos do PRODESC (Projetos Descentralizados), programa da Secretaria da Educação que financia projetos com ações de boas práticas nas escolas. O Pátio Além do Lanche ainda conta com a participação do Instituto Avisa Lá e Ultragaz que treinam as equipes da escola. Atualmente, o projeto é desenvolvido em sete escolas da Diretoria de Ensino de Mauá.