segunda-feira, 21/05/2018
Crédito: A2 Fotografia / Marcelo Camargo
Boas Práticas

Escolas desenvolvem trabalhos de combate à violência

Na escola Sebastião de Souza Bueno, alunos debatem mensalmente sobre o tema

O Dia Nacional do Enfrentamento à Violência e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes é lembrado em 18 de maio, desde os anos 2000. Segundo estimativa, 320 crianças e adolescentes são vítimas de exploração sexual por dia, no Brasil. A maioria delas tem de 7 a 14 anos de idade. Os números, divulgados pelo Ministério da Justiça no ano passado são alarmantes e a Educação tem agido para combatê-los.

Na escola estadual Sebastião de Souza Bueno, em São Paulo, a professora mediadora Patrícia de Souza e integrantes da comunidade escolar produziram um banner com imagens de crianças e adolescentes conversando, com os dizeres: “Exploração Sexual: procure conversar com alguém”. Por toda a unidade, foram espalhados cartazes informativos sobre o que são atitudes suspeitas de abuso e exploração e como procurar ajuda.

Mensalmente, também há reuniões em que ela aborda o tema com os estudantes a partir de uma palavra geradora. Por exemplo: abuso. Cada um diz o que entende da palavra, situações em que ela aparece ou deveria aparecer. “É um modo de levar conversas difíceis de uma maneira mais leve. Com o olhar atento vou observando alunos que podem ter problemas nessa área”, conta a educadora.

Na cidade de Mogi das Cruzes, a professora mediadora Idaci Arlerte de Lima, da escola Professor Camilo Faustino de Mello, trabalha com o tema há três anos. Com as turmas dos anos iniciais, a docente utiliza o livro “Pipo e Fifi” – publicação gratuita desenvolvida para o trabalho com esse tema. Por meio da apresentação dos personagens, ela discute sobre o que são as partes íntimas e que elas não devem ser tocadas por outras pessoas.

Já com os adolescentes dos anos finais, ela faz uso de um vídeo chamado “O Segredo”, ideal para discutir o que é abuso e como pedir ajuda, caso seja vítima ou conheça alguma. “Além das atividades, eu estabeleço uma relação de confiança com o grupo em que todos se sentem confortáveis para falar. O que me move é saber que consegui ajudar alguns desses jovens”, comenta a professora.