quarta-feira, 23/02/2005
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Essa praça já viu cada coisa

“A cidade, as pessoas e sua história” é o tema da capacitação sobre técnica em Arte para professores do Ciclo I que a Diretoria Regional de Ensino de Piracicaba realiza entre 24 e 25 de fevereiro. O projeto pretende oferecer subsídios para que em sala de aula os alunos reflitam sobre os movimentos artísticos que […]

“A cidade, as pessoas e sua história” é o tema da capacitação sobre técnica em Arte para professores do Ciclo I que a Diretoria Regional de Ensino de Piracicaba realiza entre 24 e 25 de fevereiro.

O projeto pretende oferecer subsídios para que em sala de aula os alunos reflitam sobre os movimentos artísticos que aconteceram na região, as características e a história do espaço urbano no entorno da escola e na cidade. O objetivo é que as crianças descubram a arte que existe nas praças, edificações antigas, e até artistas locais desconhecidos e aprender a apreciar as obras pesquisadas.

Lúcia Maria Castilho e Piza, ATP (Assistente Técnico-Pedagógico) de Artes da Oficina Pedagógica coordenadora do curso, destaca a importância deste estudo: “De modo sutil, mudanças começam a ocorrer, mesmo que só comecem a ser visíveis muitos anos mais tarde.

Essas transformações resultam de opiniões, descobertas e revoluções, e as mudanças que promovem repercutem no gosto e na arte numa busca constante por formas que expressem melhor o movimento vivido. O gosto artístico pode se modificar ainda pela sua própria dinâmica interna, mas o espaço ainda esta lá e o cenário mudou ao longo dos anos. Justamente porque os critérios estéticos são variáveis no tempo e no espaço que cada época procura eleger aquilo que melhor a representa em cada momento”.

Uma vez com as obras trazidas pelos alunos, o professor poderá usá-las de maneira interdisciplinar: um quadro pode inspirar um desenho de releitura ou uma redação, por exemplo. Ao final dos trabalhos, uma exposição poderá ser montada na própria escola, dividindo, assim, o conhecimento com toda a comunidade.

Para resgatar a memória artística da cidade, Lúcia propõe ainda que, além da pesquisa teórica e de campo, os alunos sejam estimulados a conversar com parentes e vizinhos que possam ilustrar com suas lembranças diferentes períodos históricos.

Aline Viana