sexta-feira, 20/09/2019
Boas Práticas

Estudante da rede em Diadema é medalha de ouro no México e Japão

Estudante concilia rotina de atleta na natação com o terceiro ano do Ensino Médio, na Escola Estadual Professor Delcio de Souza Cunha, no Jardim Canhema.

Catarina Lima de Oliveira tem apenas 18 anos, mas mal consegue contar as medalhas que exibe no peito. Só nesse ano ela tem duas – uma de ouro e outra de bronze, devido à participação no Campeonato de Nado Sincronizado Adaptado – “Cancún Sincro Open – 2019”, no México. Outras três, duas de ouro e uma de prata, são por ter competido nos 63º Jogos Regionais de Sorocaba, realizados em julho passado, no interior de São Paulo.

E a conta não para. Competidora de torneios nacionais e internacionais para pessoas com deficiência, Catarina é paratleta há 14 anos. Se você fizer as contas, isso significa que ela compete em alto nível desde os quatro anos de idade. Foi um pouco antes, com apenas dois anos, que Catarina foi diagnosticada como portadora de Hemiparesia LE, um tipo de paralisia cerebral que dificulta os movimentos de um dos lados do corpo.

Aos 2 anos de idade, na AACD, Frequentando a AACD, a esportista, que tem limitação no braço e na perna direita, descobriu uma habilidade nata de vencer campeonatos.  “Foi na AACD que comecei a minha vida esportiva. Em 2014, a professora Edna Garcez montou uma equipe de natação competitiva e me convidou para fazer parte do grupo. É muito gratificante participar desse time”, ressalta a estudante, que concilia a dura rotina de atleta com o terceiro ano do Ensino Médio, na Escola Estadual Professor Delcio de Souza Cunha, no Jardim Canhema.

Ela realiza os treinos no Centro Paralímpico Brasileiro (CPB), que fica no Bairro Jabaquara, na divisa com Diadema. É também no CPB que Catarina encontra com os outros cinco integrantes da ParaSincro Brasil-AACD e se prepara para as competições. “O exemplo de Catarina, além da superação, mostra como nossa rede está repleta de grandes jovens e de atitudes exemplares”, comemora o secretário executivo Haroldo Rocha.

No “Cancún Sincro Open – 2019”, Catarina competiu com participantes de vários países e conquistou a medalha de ouro como integrante da ParaSincro Brasil-AACD, equipe criada pela Associação de Assistência à Criança Deficiente. Em 2016 e 2018, no Japão, o grupo participou do Festival de Nado Sincronizado Para Portadores de Deficiência em Kioto. Catarina venceu as duas edições.

Agora a jovem quer vencer numa outra categoria: a luta para que o nado sincronizado adpatado, se torne modalidade olímpica no Brasil. “Essa modalidade é praticada em vários países, como Canadá, Austrália, México, Estados Unidos e Itália, mas, ainda, não foi aceita em uma Paralimpíada. Quem sabe em Paris, na França, em 2024!”, acrescenta.