terça-feira, 30/08/2011
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Exposição interativa de ciências apresenta experimentos para 7 mil alunos em Botucatu

A mostra “Ciência, Ação e Diversão” visa despertar o interesse dos estudantes pela disciplina A exposição interativa “Ciência, Ação e Diversão”, instalada no Espaço Cultural “Dr. Antonio Gabriel Marão”, em Botucatu, receberá a visita de 7.200 alunos de escolas estaduais e municipais da região até o dia 30 de setembro. A iniciativa é uma parceria […]

A mostra “Ciência, Ação e Diversão” visa despertar o interesse dos estudantes pela disciplina

A exposição interativa “Ciência, Ação e Diversão”, instalada no Espaço Cultural “Dr. Antonio Gabriel Marão”, em Botucatu, receberá a visita de 7.200 alunos de escolas estaduais e municipais da região até o dia 30 de setembro. A iniciativa é uma parceria da Secretaria da Educação, do Espaço Ciência de Pernambuco, da Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho” (Unesp), da Prefeitura de Botucatu e da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências.

A exposição é composta de experimentos que simulam fenômenos físicos e interagem com o público. A mostra conta com monitores responsáveis pela interface entre os visitantes e as experimentações com a finalidade de provocar a curiosidade e motivar a interação. Além disso, eles também fornecem informações e esclarecem dúvidas.

Mesmo o público-alvo do evento sendo formado principalmente por estudantes e professores, a exposição também está aberta à população. Ela pode ser visitada de segunda a sábado, das 8h30 às 12h e das 14h às 17h, no Espaço Cultural “Dr. Antonio Gabriel Marão”, localizado na avenida Dom Lúcio, 755, em Botucatu.

“A proposta desse laboratório itinerante é despertar nos alunos o interesse pelo estudo de ciências por meio do contato com ela de forma prática, dinâmica e interativa”, explicou o coordenador de ensino do interior, Rubens Antonio Mandetta de Souza.

Experimentos

Os conceitos científicos com os quais os alunos têm contato na exposição podem ser aplicados ao dia a dia potencializando a aprendizagem e o desenvolvimento da parte teórica da disciplina. Além disso, o conteúdo das experiências gera divulgação científica e uma ação articulada com a Política Nacional de Popularização da Ciência.

Entre os experimentos da mostra está uma bicicleta, cuja roda em movimento aciona um gerador, que por sua vez coloca em funcionamento um pequeno ventilador e um rádio. Dessa forma, os alunos podem compreender melhor a transformação de energia cinética em elétrica. Outro destaque é um caleidoscópio, no qual diferentes imagens são formadas por meio de múltiplas reflexões de um disco giratório associado a três espelhos planos retangulares.

O cone de ar é outro experimento que chama a atenção dos alunos. Nele é possível sustentar uma bola por meio de uma corrente forçada de ar. A pressão exercida pelo ar está associada a uma força que se contrapõe ao peso do objeto. Assim, quando essas forças se anulam, a bola fica suspensa.

Algumas experiências explicam fenômenos como, por exemplo, a façanha do faquir que deita em uma cama de pregos. A ação é possível graças ao resultado de uma relação entre duas grandezas: a força (exercida por um corpo sobre o outro) dividida pela área.

Monitoria

Para acompanhar a visita das escolas, 30 estudantes do Ensino Médio da Escola Estadual Prof. Pedro Torres, de Botucatu, receberam um treinamento e atuam como monitores do museu. Eles acompanham os visitantes no contraturno das aulas e recebem uma ajuda de custo de R$ 170. Outros 20 alunos, estagiários da Unesp, também atuam como monitores na mostra.

A exposição já passou por muitas cidades brasileiras como Recife, Cuiabá, Campo Grande e Natal. O município de Botucatu foi o primeiro do Estado de São Paulo a receber a iniciativa. Em outubro, o museu seguirá com a mesma proposta para a cidade de Bauru.

As escolas da região interessadas em agendar visitas podem entrar em contato pelo telefone (14) 3811-3207. O evento também conta com o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).