segunda-feira, 30/10/2006
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Futuros talentos de escolas públicas mostram experiências em evento realizado na Capital

Foram expostos 87 projetos científicos criados por estudantes e coordenados por professores da rede pública da região norte de São Paulo Termos técnicos e científicos, explicações sobre eletrostática, dilatação térmica e ponto de equilíbrio. Robôs que se mexem, piscam e emitem sons. Experiências sobre as Teorias de Newton, Darwin, evolução do mundo e de elementos […]

Foram expostos 87 projetos científicos criados por estudantes e coordenados por professores da rede pública da região norte de São Paulo

Termos técnicos e científicos, explicações sobre eletrostática, dilatação térmica e ponto de equilíbrio. Robôs que se mexem, piscam e emitem sons. Experiências sobre as Teorias de Newton, Darwin, evolução do mundo e de elementos da Terra. Assuntos com os quais alunos dos ensinos fundamental e médio de escolas públicas se envolveram e muito para participar da 1ª Feira Paulista de Jovens Cientistas do Estado de São Paulo.

A abertura oficial foi animada com a participação dos Embatucadores, um grupo de alunos da Escola Estadual Flamínio Fávero que utiliza o corpo e materiais alternativos para criar sons. No andar superior da Estação Ciência, no bairro da Lapa, zona oeste da Capital, foram expostos 87 projetos científicos criados por estudantes e coordenados por professores da rede pública da região norte de São Paulo.

 

Objetivo

A iniciativa da professora Eliana Bernardo de Mello teve como principal objetivo discutir assuntos científicos, incentivar eventos de caráter científico-cultural e estimular a elaboração de projetos de iniciação científica de crianças e jovens. “Acredito que este evento seja um projeto piloto. Ele servirá de espelho para as escolas do Estado de São Paulo no ano que vem”, explicou Luiz Cândido Rodrigues, titular da Coordenadoria de Ensino da Região Metropolitana da Grande São Paulo (COGSP).

Programação e Premiação

A programação da feira, que durou três dias, deu ao público a chance de conhecer trabalhos científicos, assistir palestras e apresentações teatrais. Os três melhores trabalhos foram premiados com MP3, câmera digital e computador. Além disso, os trabalhos serão reavaliados e poderão ser inscritos na Feira Nacional de Ciências da Educação Básica (FENACEB), que será realizada em Brasília.

Os demais alunos receberam medalha de Honra ao Mérito e certificado de participação. “Queremos mostrar às pessoas que a ciência e a arte podem ser usadas como ferramentas para envolver os alunos em belos projetos, como os que temos expostos hoje. Além disso, também é uma maneira de melhorar a qualidade de vida deles”, afirma Roseli, vice diretora da Estação Ciência.

Projetos

Os estudantes das escolas estaduais desenvolveram projetos de diversos assuntos. Na Escola Estadual Joaquim Luiz de Brito, os alunos trabalham no funcionamento de um motor de ar quente baseado na propagação do calor. Segundo Rodrigo Florciz, estudante do ensino médio, foi difícil descobrir como é o funcionamento. Ele conta que o primeiro teste da experiência falhou, mas mesmo assim preferiu enfrentar o desafio. “No momento em que o motor não funcionou pensei em desistir, mas cheguei à conclusão de que meu interesse era maior do que uma frustração”. E mais. “A confiança que a escola depositou em nós também foi fundamental”, completou.

Já no estande da Escola Estadual Plínio Damasco Penna foi exposto o projeto O Meio Ambiente pede Paz. Preocupados com o futuro, os alunos do ensino fundamental criaram robôs com materiais reciclados e sucata de computador. “As pessoas costumam jogar fora as peças do computador. Com isso, foi possível criar o robô megafone”, contou Danilo de Campos Rodrigues, aluno da 8ª série. “Além disso, hoje também é um dia especial porque vou poder aprender outras experiências”, acrescentou.

No estande da Escola Estadual Prof. Hélios Heber Lino, as alunas Pamela Roberta, Amanda Rodrigues e Francismary Tamires da Silva, todas do ensino médio, explicavam sobre experimentos que só conheciam na teoria: eletrostática, dilatação térmica, magnetismo e ponto de equilíbrio. “Foi diferente passar o que aprendemos em sala de aula para a prática. Mas quando conseguimos… Nossa! Foi surpreendente! Afinal, não acreditava que daria certo”, disse Amanda.