sábado, 24/02/2018
Daniel Guimarães/MáquinaCW
A Escola Que Queremos

Gremistas mobilizam comunidade escolar para o plantio de árvores

O projeto M.A.P.A. surgiu para fortalecer ainda mais a vivência entre escola e vizinhos

Um estudo da Universidade de Yale, publicado pela revista científica Nature, contabiliza três trilhões de árvores no planeta Terra, o que dá pouco mais de 400 espécimes para cada habitante. Essa seria uma ótima notícia, caso não houvesse o desmatamento. Para contribuir com o aumento desse número surgiu o projeto M.A.P.A – Mais Árvores Por Aí, desenvolvido por alunos do Grêmio Participativo Sapopemba, da E.E. Sapopemba, zona Leste da capital.

No mesmo estudo da Universidade de Yale, são derrubadas por ano 15 bilhões de árvores e replantadas apenas 5 bilhões. Não precisa ser muito fera em Matemática para entender que essa conta é negativa. São 10 bilhões a menos de árvores a cada 12 meses.

O M.A.P.A. visa conscientizar alunos, professores, direção, funcionários e vizinhos da Sapopemba sobre a importância do plantio. Quem chega na escola encontra diversas árvores espalhadas pelo terreno. São tantas que fica até difícil de contar. Mas, isso não foi um obstáculo na hora de aprovar a ideia e tratar de colocá-la em prática.

“Em 2017, surgiu a oportunidade da gente se inscrever para participar do 1º Encontro Paulista de Grêmios. Aí eu peguei e falei assim ‘caramba!’, foi nessa hora que surgiram duas folhinhas na minha cabeça e ali que surgiu o projeto Mais Arvores Por Aí”, conta o jovem Daniel de Lima, diretor de cultura do Grêmio GPS. E ele concorda que quando o assunto é plantar não há limites. “Sim, realmente, aqui na nossa escola tem muitas árvores. Mas, na minha opinião, quanto mais melhor. Até porque árvore é oxigênio, árvore é sombra, árvore é vida”, finaliza Daniel.

Para a diretora Ana Rosa Raghiante dos Santos, ter um Grêmio atuante faz muita diferença. Segundo ela, “o Grêmio na escola é importante, pois eles [alunos] ajudam a fazer uma ligação entre a direção, a coordenação e os próprios alunos da escola. É um meio que você tem a mais de estar junto da comunidade também”, acredita. E ela deposita muita esperança nesse projeto, que atualmente é um embrião, mas que já colhe frutos. Para a diretora, cuidar do Meio Ambiente é cuidar do futuro. “A gente precisa disso, para nós, nossos netos, nossos filhos. E eu acho que foi uma iniciativa muito boa desses adolescentes”, completa Ana Rosa.

“O projeto MAPA vem com o objetivo social de conscientizar os alunos sobre o quanto é perigoso o desmatamento, quanto isso afeta a saúde, afeta a vida das pessoas”, acrescenta Sabrina Cabral Lopes, diretora social do Grêmio GPS. E é por isso que agora o M.A.P.A. demonstra força e crescimento ao garantir a participação de todos os alunos da escola e também da vizinhança.

A 1ª tesoureira do Grêmio GPS, Mariana Marins conta como as ramificações do projeto irão se dar. “Os sextos anos vão ajudar a gente com uma horta vertical para uso deles mesmos, feita em garrafa pet, ou seja, utiliza a reciclagem. Os sétimos anos vão ajudar a gente com a horta no chão, mesmo, que a gente já até começou. Os oitavos anos estão ajudando a plantar as árvores dentro da escola, nas dependências. E os nonos anos vão nos ajudar a fazer as pesquisas fora da escola para saber se pode plantar nas praças aqui perto, nas casas, e isso vai expandindo o projeto”, explica a aluna.

“Trabalharemos com oficinas de conscientização juntos aos alunos do ensino médio, para sair literalmente na rua, bater na porta das pessoa e falar assim: olá, tudo bem? Você gostaria de uma árvore?”, brinca Daniel de Lima. Mas, a brincadeira tem um fundinho de verdade. Segundo  a diretora Ana Rosa, “a escola Sapopemba já é bem vista na comunidade. Então, eu acredito que eles saindo, conversando com o pessoal, com os vizinhos do entorno da escola, só vai melhorar o nosso relacionamento com todos”, enfatiza.

Com um projeto tão importante como é o M.A.P.A., os alunos da E.E. Sapopemba vão dando sua contribuição para garantir um mundo melhor. “Nós precisamos cuidar desse planeta. E a gente começa aonde? No quintal de casa. E a escola é nossa casa também, para que os outros tenham também essa consciência. Se cada pessoa soubesse o mal que ela faz para o mundo na hora que ela derruba uma árvore, ela jamais faria. Jamais!”, explana a diretora da unidade escolar, Ana Rosa Raghiante.