terça-feira, 16/08/2005
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Índios vão dançar e cantar no lançamento de curso universitário

Cerca de 80 índios das etnias tupi-guarani, kaingang, terena e krenak farão apresentações de música e dança nesta quarta-feira, dia 17 de agosto, na Praça da República. Os índios, representando as 26 escolas das 28 aldeias do Estado, estarão no centro para mostrar um pouco da cultura e tradição indígena durante o evento de lançamento […]

Cerca de 80 índios das etnias tupi-guarani, kaingang, terena e krenak farão apresentações de música e dança nesta quarta-feira, dia 17 de agosto, na Praça da República. Os índios, representando as 26 escolas das 28 aldeias do Estado, estarão no centro para mostrar um pouco da cultura e tradição indígena durante o evento de lançamento do curso de Magistério Intercultural Superior Indígena.

A cerimônia, com a presença do governador Geraldo Alckmin e do secretário Gabriel Chalita, será realizada no Teatro Fernando Azevedo, às 10h, e além da participação dos representantes indígenas, terá a presença da pró-reitora de Graduação da USP, Sonia Penin, da diretora e do vice-diretor da Faculdade de Educação da USP, Selma Garrido Pimenta e Nélio Bizzo, da coordenadora de Educação Indígena da USP, Maria do Carmo Domite, e da coordenadora do Núcleo de Educação Indígena da Secretaria de Educação, Deusdith Bueno Veloso.

SOBRE O CURSO – Inédito na região Sudeste e o terceiro no País, o curso, coordenado pela Faculdade de Educação da USP, é voltado para educadores das cinco etnias que compõem a população indígena do Estado: guarani, tupi-guarani, kaingang, terena e krenak. O objetivo é formar 81 professores indígenas com licenciatura plena em Pedagogia, preparados para dar aulas na Educação Infantil e no Ensino Fundamental das 26 escolas distribuídas pelas 28 aldeias do Estado. Atualmente, essas instituições atendem a 1.026 alunos. Para esta formação, o Estado vai investir R$ 7,2 milhões.

O curso vai apresentar algumas especificidades, como a Sala dos Velhos – na qual um idoso de cada uma das etnias será convidado para falar sobre as tradições em uma das aulas -, legislação da educação indígena e língua indígena. Uma agenda de visitas a museus, sessões de filmes e atividades extras – como jogos de futebol no Cepeusp – também fará parte da programação.

As atividades do curso, que ao todo terá duração de 36 meses em oito módulos, começaram no dia 24 de junho. Serão 3.470 horas de aulas, divididas em aulas presenciais e atividades nas aldeias. Em cada um dos oito módulos os alunos passarão uma semana por mês na Faculdade de Educação da USP/ Campus São Paulo. Como o curso é seqüencial e dinâmico, em alguns módulos os coordenadores da USP irão às aldeias para dar andamento às atividades. Além de ter todas as despesas pagas, os alunos receberão ajuda de custo.

As 28 comunidades indígenas de São Paulo vivem em 14 municípios do Estado: Avaí, Braúna, Arco-Íris, Bertioga, Peruíbe, Itanhaém, Mongaguá, Ubatuba, Itariri, Iguape, Cananéia, Pariquera-Açú, Sete Barras e São Paulo.