sexta-feira, 03/05/2013
Sociedade

Jovens pesquisadores apresentam projetos desenvolvidos em Pré-Iniciação Científica

A apresentação acontece nessa sexta-feira (3), das 9h30 às 13h, na Universidade de São Paulo

Conhecer um pouco mais sobre a vida acadêmica ainda no Ensino Médio pode incentivar jovens estudantes a planejar seu futuro e a tomar gosto pela pesquisa científica. Nessa sexta-feira (3), cerca de 300 estudantes de escolas estaduais que passaram por essa experiência e desenvolveram projetos na Universidade de São Paulo (USP) apresentam suas ideias ao público.  

O III Seminário do Programa de Pré-Iniciação Científica, programa realizado pela universidade em parceria com a Secretaria da Educação, acontece no prédio de Engenharia Civil, na Escola Politécnica da USP, das 9h30 às 13h.

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No evento, os jovens pesquisadores apresentam os projetos que desenvolveram ao longo de um ano de pesquisa. Os temas da exposição são variados e abordam saúde, economia, biologia, matemática, vida em sociedade e outros.

O programa de Pré-Iniciação Científica existe desde 2009 e estabelece que os estudantes passem oito horas por semana na USP, durante um ano, desenvolvendo projetos em todas as áreas. Para isso, os jovens ganham uma bolsa de estudos. A ação envolve ainda professores das escolas participantes e da universidade, que orientam os estudantes e dão suporte nas atividades.

Perspectivas

O jovem Rafael Dias Santos, ex-aluno da E.E. Anecondes Alves Ferreira, em Diadema, viu sua vida mudar ao participar do programa em 2012. O estudante, que hoje cursa Geografia na USP, conta que seu comportamento em relação aos estudos mudou com a experiência. “Eu era um aluno que não gostava muito de estudar, mas quando entrei no projeto desenvolvi gosto pelo aprendizado”, conta. “Até um tempo atrás eu achava impossível entrar em uma universidade”, revela.

O mesmo sentimento é compartilhado pelos demais alunos que integraram o grupo de Rafael e, também, pela professora que os acompanhou durante o ano de pesquisas. “Muitos alunos nem pensavam em Ensino Superior”, lembra a educadora Mariza Duarte. “Depois de participar do programa, nove alunos passaram em universidades boas, isso fez com que outros estudantes se entusiasmassem”, relembra.