quarta-feira, 05/02/2020
Destaque

Museu da Imigração terá programação sobre refugiados e direitos humanos

Museu será palco de eventos abertos ao público, com participação de pessoas refugiadas e de pesquisadores

Com o objetivo de dar luz a debates sobre a temática do refúgio e dos direitos humanos, o Museu da Imigração, em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), lançam uma parceria para a realização de diversas ações no complexo da antiga Hospedaria de Imigrantes do Brás em 2020.

Como parte das atividades gratuitas a serem promovidas, está o lançamento do relatório internacional “Tendências Globais”, que acontecerá em junho no auditório do MI. O documento trará os dados atualizados sobre os contextos globais da situação das pessoas refugiadas, deslocadas internas, retornadas, solicitantes de refúgio e apátridas, sendo este o público sob o mandato do ACNUR.

“O Museu da Imigração sempre abordou as experiências enfrentadas nos deslocamentos humanos de ontem e de hoje. A condição de refúgio, consequentemente, esteve presente e se mantém como parte das ações museológicas. Nesse cenário, firmar parceria com o ACNUR é um passo importante para a instituição, pois aproximará os visitantes, por meio de diferentes linguagens, da realidade vivenciada por essas pessoas”, comenta a diretora executiva do Museu, Alessandra Almeida.

Além do lançamento do relatório Tendências Globais, os visitantes poderão prestigiar, no decorrer da vigência do termo assinado para dois anos, exposições itinerantes do ACNUR, projeções de filmes e documentários com títulos ligados aos assuntos relacionados a ambas as instituições e seminários, encontros, rodas de conversas e celebrações sobre essas temáticas em questão. As programações serão divulgadas no site e nas mídias sociais do ACNUR e do MI.

“O ACNUR tem em seu mandato a proteção efetiva das pessoas que buscam proteção internacional. A diversidade cultural que integra uma programação acessível, como a agenda que teremos conjuntamente, fortalece a empatia e a solidariedade àqueles que buscam recomeçar as suas vidas com dignidade”, afirma o Representante do ACNUR no Brasil, Jose Egas.

Desde a sua criação, em 1993, o Museu da Imigração preserva a história e memória dos mais de 2.5 milhões de migrantes internacionais e nacionais, incluindo refugiados, que passaram pela Hospedaria. A programação especial sobre direitos humanos estará em toda a programação de 2020.