quarta-feira, 04/12/2019
Boas Práticas

Professores da rede estadual participam de formação sobre o enfrentamento à violência sexual

Oficina foi oferecida pelo Instituto Liberta; cem docentes serão escolhidos para receber bolsa de R$ 1 mil

O Instituto Liberta, que atua no enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes, lançou um edital e uma cartilha para professores da rede estadual de São Paulo, abrangendo uma formação presencial para 150 professores da capital paulista e 100 bolsas com o valor de R$ 1 mil para o desenvolvimento do projeto de comunicação dos estudantes.

O lançamento aconteceu na sede da Secretaria da Educação no último dia 26 de novembro, durante um seminário para professores e alunos. A iniciativa faz parte do programa “Tá Na Hora”, uma rede de oficinas dedicadas aos jovens do ensino médio de escolas estaduais de São Paulo.

Por meio dessas oficinas, os estudantes são convidados a participar de uma imersão sobre a violência e exploração sexual e, ao final do processo, criar e colocar em prática uma campanha de conscientização para impactar suas comunidades. Faz parte do programa uma uma cartilha e um edital para incentivar outras escolas a implementarem o programa. “Essa cartilha nasce da crença de que todo educador é um potencial mobilizador e que muitos poderão ter o desejo de trabalhar este assunto com seus alunos. Desta forma conseguiremos dar escala a este programa”, afirma Luciana Temer, presidente do Liberta, que participou do evento .

Além do “Tá Na Hora”, o Instituto Liberta também promove o “Papo Liberta”, direcionado para professores. Lançado em fevereiro de 2018, o projeto é liderado por Cristina Cordeiro, diretora adjunta do Instituto, que promoveu mais de 180 encontros com coordenadores, supervisores de ensino, técnicos-pedagógicos, vice-diretores, professores da Escola da Família e professores mediadores de conflitos em 91 diretorias de ensino do Estado desde então.

O objetivo é capacitar e ajudar estes profissionais a identificar casos de exploração sexual de crianças e adolescentes, e orientá-los a agir de forma integrada com a rede protetiva (Assistência Social, Saúde, Conselho Tutelar, etc) no combate ao problema. “Ações afirmativas assim são fundamentais para um futuro mais inclusivo e com mais respeito ao próximo. Acreditamos muito na conscientização e articulação como estratégias fundamentais para enfrentar a questão”, pontua o secretário executivo Haroldo Rocha.

Ao final dos encontros, o Liberta lançou um desafio para os profissionais da educação estadual de São Paulo: elaborar projetos que fortalecessem o enfrentamento da violência sexual a partir do envolvimento da escola com a rede de proteção. Os projetos avaliados com maior potencial de transformação foram escolhidos para serem apresentados na Universidade de Columbia (NY), parceira do Instituto.