segunda-feira, 05/04/2004
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Plantas ornamentais e frutíferas mudam cenário de escola

Uma estufa cheia de plantas ornamentais e frutíferas transformou-se, nas últimas semanas, na vedete da escola da Escola Estadual Professora Avelina Contieri de Almeida, em Capão Bonito, interior do Estado. Com o objetivo de tentar amenizar os elementos geradores de poluição e criar um espaço mais bonito e saudável no entorno da escola, o professor […]

Uma estufa cheia de plantas ornamentais e frutíferas transformou-se, nas últimas semanas, na vedete da escola da Escola Estadual Professora Avelina Contieri de Almeida, em Capão Bonito, interior do Estado. Com o objetivo de tentar amenizar os elementos geradores de poluição e criar um espaço mais bonito e saudável no entorno da escola, o professor de Geografia Antenor Fernandes de Freitas Neto, junto com os outros docentes, criou o projeto “Reorganizando o Espaço”. “Eu espero que esse projeto amplie a visão ecológica e de urbanismo dos alunos gerando oportunidades e uma participação ativa no meio em que vivem”, explicou o professor Freitas.

Para a implantação do projeto, os alunos fizeram estudo do solo e usaram material de jardinagem e adubos. Os alunos fiscalizam, medem, anotam números e percebem as alterações das plantas. Foram plantadas 20 diferentes espécies da flora nativa brasileira mais encontradas na região litorânea. Entre elas, frutíferas como a araçá, a goiaba, o abacate. Entre os tipos ornamentais estão a acácia mimosa, a pata de vaca, o pau-viola, a palmeira, a embaúba, o ipê, o jambolão, a sibipiruna e o pau brasil. O último, por exemplo, é plantado em escolas da região para que outros alunos tenham a oportunidade de conhecer a árvore que fez parte da história do primeiro ciclo do nosso País.

O professor trouxe a muda de pau-brasil do município de Taquarituba, interior de São Paulo. As espécies abastecem também espaços públicos de Capão Bonito. Já que a maioria dos alunos mora em área rural, eles levam para sua residência as mudas que podem ser plantadas num tempo máximo de seis meses. “Hoje não basta cuidar do meio ambiente, mas também restaurá-lo. A meta é fazer com que os alunos tomem consciência para vida toda num trabalho que será permanente”, disse o professor coordenador do projeto.

Pequenas iniciativas como da escola em Capão Bonito, asseguram a preservação das espécies e viabilizam até mesmo futuros trabalhos de recomposição de ambientes, gerando uma valorização do cultivo dessas plantas.

Luciane Salles