sexta-feira, 03/05/2019
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Projeto em Escola Integral usa garrafas PET como domos

Projeto acontece desde 2017 na PEI (Programa de Ensino Integral) E. E. Brisabella de Almeida Nobre

De acordo com um estudo do instituto de pesquisas Euromonitor, mais de 1 milhão de garrafas PET são produzidas por minuto em todo o mundo. Para lidar com o volume de lixo gerado por essa demanda, um projeto na rede estadual transforma as garrafas em vasos ecológicos.

Liderados pelo professor Hélio Ramos, os estudantes da PEI (Programa de Ensino Integral) E. E. Brisabella de Almeida Nobre promover uma oficina de plasticultura em uma das eletivas da escola. Nela, o professor ensina conteúdos de biologia, química e física de forma integrada para produzir domos, uma estrutura que tem todas as condições para que as plantas cumprem seu ciclo biológico.

“A garrafa pode ser usada como vaso de plantas e tem o benefício de não trazer riscos de dengue. Se cortada do modo certo, ela provoca distanciamento da terra e da água, faz o controle de temperatura e também de pragas”, explica o professor, professor da escola há 2 anos.

A ideia do projeto começou há muito tempo, quando o professor fazia o que chama de “espaços de aprendizagem”. “Em todas as escolas que dou aula, sempre fui pegando coisas na rua, como pneu, pallets, cartolina, papel e madeira para fazer os alunos construírem espaços de aprendizagem, com bancos e mesas”, explica. Na E. E. Brisabella Nobre, o pátio tem um lugar de leitura e relaxamento feito com esses materiais.

“Ações pedagógicas como essa possuem alto impacto pedagógico”, pontua o secretário executivo da Educação, Haroldo Rocha. O sucesso da ideia foi tão grande que duas ex-alunos da PEI oram inspiradas poe Helio a cursarem biologia na UNIFESP de Diadema. Como projeto do PIBID – Programa de Iniciação Científica, elas apresentaram o mesmo domo usado na eletiva. “As meninas vão apresentar o projeto no 5º Congresso da UNIFESP”, cita o professor.

O próprio Helio também se inspirou. Ano passado ele prestou e passou no programa de mestrado da mesma universidade com o projeto, defendendo o cultivo de grandes culturas em garrafas plásticas. “Sempre digo aos meus alunos que tudo é possível. Basta ter esse espírito maker e não ter medo de errar. Afinal, só erra quem tenta acertar”, finaliza.