quarta-feira, 14/10/2015
Grêmio Estudantil

Um em cada dez presidentes de grêmios tem até 10 anos de idade na rede estadual paulista

Educação incentiva protagonismo entre crianças que já organizam nas escolas assembleias

A Educação de São Paulo acaba de concluir um levantamento que aponta que um em cada dez presidentes dos Grêmios Estudantis das unidades da rede tem até dez anos de idade. O estímulo ao protagonismo entre as crianças já é realidade nas escolas de tempo integral de Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Nesse modelo, implantado em 2015, mais de 4 mil alunos, a partir de seis anos, têm aulas semanais de assembleia e a chance de opinar sobre o dia-a-dia do ambiente escolar em conjunto com professores e diretores.

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A pesquisa inédita da Educação feita no primeiro semestre deste ano com 4.254 escolas mostra que 80% dessas unidades contam com agremiações ativas. Entre 3.372 escolas estaduais que responderam positivamente ao questionário da Secretaria, 10% delas têm pequenos líderes, que são responsáveis por importantes decisões e envolvimento dentro das unidades escolares.

O resultado final da pesquisa, tabulada e analisada pelo grupo da Secretaria responsável pelo acompanhamento dos grêmios estudantis, possibilitará à Educação e também aos gestores ampliar a formação das agremiações e também possibilitar a criação de novos projetos que envolvam líderes sejam matriculados em séries do Ensino Médio quanto do Ensino Fundamental dos ciclos I e II.

Como criar um grêmio estudantil

A construção de um grêmio estudantil é feita em poucos passos. O primeiro é comunicar à direção a proposta. Depois organizar uma comissão para esclarecer aos outros estudantes quais as funções do colegiado, formar um estatuto e convocar uma assembleia geral. A segunda etapa diz respeito à escolha dos representantes. Nessa etapa a comissão eleitoral é quem responde pela organização, apuração dos votos e a posse da chapa eleita.

Há escolas na zona norte da capital, por exemplo, que fizeram parceria com o cartório eleitoral, que disponibilizou as urnas eletrônicas para a votação. Para garantir a renovação dos líderes e chapas, a cada ano novas eleições são convocadas pelos estudantes. O objetivo é que a alternância promova uma maior interação entre a escola, família e comunidade.