quinta-feira, 29/10/2020
Sociedade

Univesp: Alunas do Eixo de Licenciatura recriam jogo chinês em plataforma digital

Projeto Integrador de Valinhos busca trabalhar raciocínio lógico por meio do lúdico; ação é voltada a estudantes do Ensino Fundamental

Um tradicional jogo de tabuleiro inspirou as estudantes do Eixo de Licenciatura Mariana Aline Teixeira, Thais Dias, Marcela Arandas, Karina Pereira e Suzy Mary Moreira, do polo de Valinhos, da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), a elaborar o Projeto Integrador (PI) “Pong Hau K’i – Jogo chinês, Como incentivar a autonomia e aprendizagem no Raciocínio Lógico pela Matemática”. A iniciativa conta com a orientação do professor Rogério de Souza Ezequiel.

O passatempo foi a solução encontrada pelas discentes para demonstrar os benefícios dos jogos educativos como atividades lúdicas digitais no processo de desenvolvimento da autonomia de crianças do 3° ano do Ensino Fundamental.

De acordo com o relatório final do PI, atividades recreativas estimulam o pensar consciente dos pequenos educandos sobre situações que se encontram no ambiente escolar e fora dele. “O jogo permite o progresso pessoal do aluno, preparando-o melhor para o exercício da cidadania”, afirma o texto.

Metodologia

A ideia para produzir o projeto surgiu a partir de uma pesquisa qualitativa, feita com estudantes da EMEB Cecília Meirelles, localizada no bairro Jardim Paraíso. “Ao analisar o cenário, percebemos a importância de trabalhar mais próximo das crianças, usando recursos didáticos como o Pong Hau K’i, que pode ser praticado com o uso de materiais tradicionais, como papel sulfite, lápis, botões e régua, ou por meio de recursos e ferramentas de pensamento computacional, como Scratch/App Inventor”, afirmou o grupo.

O jogo físico foi apresentado a uma estudante que demonstrou evolução de desempenho ao longo das partidas. Acreditando nos resultados positivos da ação e para facilitar o acesso ao entretenimento, os discentes desenvolveram o jogo na plataforma Scratch.

“O software é utilizado para a criação de jogos e animações. Ele utiliza blocos lógicos, itens de sons e imagens, além de facilitar o compartilhamento das criações on-line”, explicou a equipe, que pretende mostrar a iniciativa a outras escolas municipais no próximo ano.