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terça-feira, 17/03/2026
Destaque

Internet em escolas estaduais de São Paulo salta de 76% para 98,5% em seis anos

Entre 2023 e 2025, investimento do governo paulista na área foi de cerca de R$ 340 milhões; conectividade chega também a unidades localizadas em áreas remotas

O Estado de São Paulo alcançou a marca de 98,5% das escolas conectadas à internet, de acordo com os dados do Censo Escolar 2025. Em 2019, último ano antes da pandemia, o percentual da rede era de 76%. A universalização do acesso em unidades de Ensino Fundamental e de Ensino Médio foi possível graças ao investimento do governo estadual na área. No período entre 2023 e 2025, foram destinados cerca de R$ 340 milhões para instalação e manutenção de links, que garantem conexão para atividades pedagógicas de estudantes e das equipes administrativas.

Além do acesso à internet, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) também investiu na aquisição de equipamentos de sistema wi-fi, o que garante o acesso à internet em diferentes espaços nas unidades de ensino.

“Nosso compromisso é com o aprendizado e, hoje, o acesso à internet é indispensável às atividades cotidianas das nossas escolas. Com a conexão estável e de qualidade, os estudantes podem cumprir as atividades de sala de aula planejadas pelos professores e ter acesso às plataformas educativas adotadas pela rede”, explica Renato Feder, secretário da Educação de São Paulo.

Para escolas de grande porte e, portanto, com alta demanda de conectividade, a Seduc-SP ampliou a velocidade para 300 Mbps. Na rede estadual, as unidades também dispõem de links extras denominados SD-WAN. Esse segundo link é instalado pela própria escola, com o apoio técnico da Secretaria, a partir de recursos financeiros do governo federal.

Fotos: Celio Messias/EducaçãoSP

Internet chega a escolas localizadas em áreas remotas

Para assegurar o acesso à internet em escolas de áreas remotas, o governo de São Paulo investiu na instalação de satélites de baixa órbita. Até dezembro do ano passado, 118 unidades de 92 municípios paulistas já contavam com o equipamento. Desde então, mais de 23 mil estudantes têm agora acesso à internet. 

“A internet via satélite de baixa órbita tem se mostrado uma solução estratégica para garantir conectividade em escolas localizadas em regiões onde outras infraestruturas tecnológicas ainda não chegam, muitas vezes situadas em áreas rurais ou mais afastadas dos centros urbanos”, afirma Feder.

O projeto piloto com satélites de baixa órbita foi implementado em 2023, em duas escolas rurais de Miracatu – na Escola Estadual Padre Jofre Manoel e na Escola Estadual Pé de Serra. Para a aluna Maria Vitória Soares Pietro, da 3ª série do Ensino Médio, a mudança é significativa desde então. “Melhorou principalmente nas matérias que dependem totalmente da internet, como tecnologia e inovação, robótica e as plataformas”.

Já para o professor de matemática Giovanny Oliveira de Holanda, a instalação do satélite ajuda na organização de aulas diversificadas e de tarefas administrativas com tranquilidade. “É muito mais fácil eles pesquisarem o trabalho, os conteúdos para fazer um mapa mental e dar uma aula de gamificação, que antes era inviável. E também simplificou toda a parte interna: registro de frequência, preparo e aplicação de avaliação dos alunos”, conta. Para a manutenção dos equipamentos, a Seduc-SP destina R$ 3,6 milhões por ano.