sexta-feira, 06/05/2022
Notícia

Escolas Estaduais de São Paulo têm aulas especiais no Dia Nacional da Matemática

Programação inclui circuito matemático em quadra, roda de leitura, caça ao tesouro e quiz

O dia 6 de maio é considerado o Dia Nacional da Matemática. A data é referência ao nascimento do professor Júlio César de Mello e Souza, famoso pelo pseudônimo Malba Tahan, autor de inúmeros livros de relevância na educação desta matéria.

Formador de professores na Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação do Estado de São Paulo (Efape), o professor de matemática Vanderlei Sanches Oddi resume a presença da matemática em um provérbio: “Penso, logo existo” (Renè Descartes 1596-1650), pois para ele, esta ciência é exata.

“A matemática é uma linguagem universal, que auxilia a organizar o pensamento. Ela precisa de coerência e consistência, nesse sentido faz uso do método dedutivo que permite testar a validade das informações”, completa Vanderlei Sanches Oddi.

Para comemorar a data e intensificar os estudos da disciplina as escolas estaduais de São Paulo preparam aulas especiais, confira:

Em Campinas, a Escola Estadual Professora Maria Julieta de Godoi Cartezani, realiza uma série de atividades que envolvem a matemática como protagonista. Os 800 alunos da unidade do Programa Ensino Integral (PEI) vão se dividir em ações teóricas. Para o 6º e 7º anos será montado um circuito matemático na quadra esportiva, com ilhas de atividades. Já os 8º anos vão trabalhar música com a inclusão da disciplina.

Também serão homenageados 10 alunos que participaram da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) em 2021. “Orgulho resume a premiação dos nossos estudantes. É incentivo para novas participações dos estudantes e inspiração, para quem sabe, novos profissionais da área”, comentou a diretora da escola, Melissa Junqueira Picarelli, que também é professora de matemática.

A dirigente da diretoria de ensino de Campinas Oeste, Patrícia Adolf Lutz, avalia que a matemática é importante em todas as áreas. “Para os educadores, estudantes e toda sociedade civil, temos que refletir sobre a importância da cultura matemática. Além de ser uma área importante da educação, podemos encontrar ela em todos os cenários das atividades humanas”, declara a dirigente

4 x matemática

A matemática ganhou quatro reforços importantes na Escola Estadual Abílio Manoel, em Bebedouro. Segundo o professor coordenador Manoel Aparecido Brandão, as atividades têm como objetivo contextualizar a matemática e mostrar a sua utilização nos mais diversos campos das nossas vidas.

“Ao todo são quatro projetos: Exata-mentes; Matemática em toda parte; Matemática nas profissões; e Ler ou não Ler, eis a questão. O primeiro, Exata-mentes, surgiu por percebemos que alguns alunos com dificuldade na matéria ficavam com baixa estima e acabavam por desistir por não se considerarem intelectuais. Tiramos o aluno deste contexto, damos suporte e ele retorna mais confiante”, conta.

Em ‘Matemática em toda parte’, o professor explica que são utilizados vídeos pré-selecionados de acordo com o tema abordado em aula. “Matemática nas profissões, também utiliza vídeos com o intuito de diminuir o abismo entre a matemática escolar e dos livros. São conteúdos que mostram onde os estudantes vão utilizar a ciência em suas profissões. É uma ação em parceria com o Projeto de Vida do ensino médio”, explica.

E o quarto, ‘Ler ou não ler, eis a questão’, integra língua portuguesa com matemática com o uso dos livros didáticos em roda de leitura. “Utilizamos, por exemplo, a obra de Malba Tahan, O Homem que Calculava; O Diabo dos Números, escrito por Hans Magnus Enzensberger; As Mil e Uma Equações, de Ernesto Rosa, entre outros autores”, finalizou o professor.

Caça ao tesouro e quiz

Nesta sexta-feira (6), as professoras Regiana Lopes e Andrea Daiggi, responsáveis pelo 6º e 7º ano da Escola Estadual Vicente de Carvalho, na cidade do Guarujá, farão a comemoração com jogos que incentivam o interesse dos alunos pela disciplina por meio de metodologias de ensino dinâmicas.

Para o 6º ano haverá uma caça ao tesouro que trabalha habilidades matemáticas, estratégias e trabalho em grupo por meio de desafios. Já os estudantes do 7º ano participam, em grupos, de um quiz de conhecimentos básicos da matemática, solucionando problemas que envolvam cálculos, tudo sem o auxílio da calculadora.

“A matemática precisa ser trabalhada de forma que saia do abstrato para os estudantes e passe a ser algo concreto. A partir do concreto, eles conseguem visualizar a aplicabilidade da matemática e a compreensão se torna mais fácil no desenvolvimento das aulas”, explica Eliane Maria Batista Rozendo, vice-diretora da escola.