quarta-feira, 24/09/2008
Especial

Professores estaduais passam a identificar e a ajudar alunos com déficit de atenção e hiperatividade

Secretaria de Estado da Educação iniciou nesta quinta-feira treinamento de professores da rede Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Duas doenças discutidas por educadores de todo o mundo e que agora passam a receber cuidados especiais na rede estadual de ensino, a maior da América Latina. A Secretaria de Estado da Educação iniciou uma […]

Secretaria de Estado da Educação iniciou nesta quinta-feira treinamento de professores da rede

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Duas doenças discutidas por educadores de todo o mundo e que agora passam a receber cuidados especiais na rede estadual de ensino, a maior da América Latina. A Secretaria de Estado da Educação iniciou uma série de treinamentos para que os professores da rede passem a identificar alunos com estes problemas, ou os dois juntos.

Cerca de 3.600 professores, supervisores e diretores de escolas foram treinados neste mês de setembro sobre o assunto, em uma primeira fase. Via Centro de Apoio Pedagógico Especializado (Cape), órgão da Secretaria, os educadores puderam saber como agem os alunos portadores dos problemas.

“Ainda ensinamos como trabalhar com este aluno. É preciso muita atenção a estes estudantes. Levantamentos em todo o mundo apontam que 15% das crianças e adolescentes em idade escolar sofrem destes problemas. E muitos levam isso para a vida adulta”, afirma a secretária de Estado da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.

De acordo com os especialistas do Cape, as pessoas costumam confundir os sintomas do TDAH com desatenção, falta de interesse e impaciência, dificultando assim a convivência de seus portadores. Os sintomas do transtorno acometem as pessoas doentes em todos os seus ciclos de convívio, não apenas na escola. Estudos mostram que o TDAH acomete três vezes mais os meninos do que meninas. Se não for identificado e trabalhado ainda na infância pode levar à formação de adultos impulsivos.

Além de atuar com os alunos, os 3.600 educadores terão a função de repassar os conhecimentos adquiridos a seus colegas em todo o Estado. A Secretaria ainda planeja capacitações rotineiras, para outros professores, diretores e supervisores.

“É um tema de suma importância. Estes alunos merecem total atenção, de maneira especializada. Precisam ter uma aprendizagem de qualidade, focada”, finaliza a secretária Maria Helena.

Como identificar hiperatividade e déficit de atenção

Apresentar sintomas por pelo menos seis meses seguidos, na escola e em casa

– Perda de foco

– Desatenção

– Ficar em pé muito tempo

– Agitação

– Sono conturbado

O que fazer

– Manter carteiras em fileira

– Pré-determinar atividades

– Manter clareza de rotinas

– Tarefas com respostas ativas

– Estímulo de conhecimento com atividades diferenciadas (levar a museu, por exemplo)

– Manter o aluno nas primeiras fileiras da classe