segunda-feira, 02/09/2002
Últimas Notícias

São Paulo sedia II Fórum de experiências no Ensino Médio

Evento reúne estados da região sudeste de 3 a 5 de setembro O II Fórum Regional de Experiências no Ensino Médio, que acontece no Hotel Della Volpe, em São Paulo, de 3 a 5 de setembro, a partir das 8 horas, é parte de um evento organizado pela Secretaria de Ensino Médio e Tecnológico (Semtec), […]

Evento reúne estados da região sudeste de 3 a 5 de setembro

O II Fórum Regional de Experiências no Ensino Médio, que acontece no Hotel Della Volpe, em São Paulo, de 3 a 5 de setembro, a partir das 8 horas, é parte de um evento organizado pela Secretaria de Ensino Médio e Tecnológico (Semtec), do Ministério da Educação, em conjunto com a Secretaria de Estado da Educação de São Paulo. Nesta edição, participam os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.

O objetivo é propiciar às escolas um espaço para a divulgação de alternativas de melhoria do ensino ensaiadas nos mais diferentes contextos. Além de criar redes de apoio que ofereçam condições aos profissionais e às escolas para que se ajudem mutuamente, propiciando uma nova concepção curricular para o ensino médio.

Cada estado apresentará cinco experiências bem sucedidas, desenvolvidas por professores e alunos da rede estadual de educação. Representando São Paulo, estão as escolas: E.E. Professora Angélica de Oliveira, de Álvares Machado; E.E. Bispo Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, de Jundiaí; E.E. Cardeal Leme, de Espírito Santo do Pinhal; E.E. Genaro Domarco, de Mirassol; e E.E. Osvaldo Aranha, da capital. Estarão participando 30 profissionais de cada Estado e consultores técnicos do MEC.

O FÓRUM

O I Fórum aconteceu no ano passado, com cinco experiências de cada estado. Participaram Bahia, Distrito Federal, Pará, Pernambuco, Santa Catarina e São Paulo.

Atualmente, o Fórum está se multiplicando e cabe aos Estados de Santa Catarina, Bahia, Amazonas, Goiás, Pernambuco e São Paulo a organização e o desenvolvimento da programação em cada região.

As experiências cumprem o objetivo do documento elaborado no I Fórum, ou seja, destacar a unidade escolar e as salas de aula como as instâncias essenciais no processo da reforma do ensino, reconhecendo que somente o coletivo escolar, constituído também pelos alunos e comunidade, é capaz de iniciar uma dinâmica que rompe com o estabelecido porque cria a possibilidade de diálogo, de interesse e de apoio mútuo.

Confira os projetos que cada escola de São Paulo apresentará no Fórum:

E.E. Professora Angélica de Oliveira – Álvares Machado

Educação Ambiental 2001/2002

A escola vem desenvolvendo o projeto de Educação Ambiental desde o início de 2000, motivada por um problema que vem incomodando os moradores de Álvares Machado: a deposição inadequada do lixo da cidade. Partindo dessa preocupação, e também da intenção de reduzir a grande quantidade de lixo produzido pela própria escola, professores e alunos se mobilizaram para realizar um levantamento de dados, seguido de discussões sobre as questões ambientais associadas ao lixo.

A partir daí, foram definidas as estratégias de ação – estudos do meio, produção de jornal e outros materiais impressos, produção de vídeos – e de intervenção – campanhas educativas, colocação de latas de lixo, fiscalização e auxílio na manutenção da limpeza – que, entre outros benefícios, culminaram com a iniciativa da prefeitura de remover o Lixão da cidade e recuperar a área degradada. Atualmente, a cidade conta com um aterro sanitário.

E.E. Bispo Dom Gabriel Paulino Bueno Couto – Jundiaí

Jornal Bispo@vox

A partir dos resultados insatisfatórios obtidos em algumas provas em 1998 pelos alunos do ensino médio da E.E. Bispo Dom Gabriel, toda comunidade escolar iniciou uma discussão sobre quais ações poderiam ser implementadas, a fim de reverter a situação.

Foi dessa discussão que, em 1999, nasceu o Projeto Jornal que, após eleição interna, passou a chamar BISPO @ VOX. É um projeto interdisciplinar, coletivo que envolve todos os integrantes da unidade escolar.

Desde o início do projeto, foram produzidas sete edições do jornal, três em 1999, duas em 2000 e duas em 2001, com a participação de alunos dos diferentes níveis de ensino e de professores das diversas áreas, com uma tiragem de 2.500 exemplares.

Em 2002 foi criado um jornal mural, que passou a fazer parte do projeto original, colocado em um lugar de destaque na escola, completado no final do primeiro semestre.

E.E. Cardeal Leme – Espírito Santo do Pinhal

O Mercado de Trabalho em Espírito Santo do Pinhal

Partindo de um levantamento junto aos alunos sobre suas expectativas profissionais após a conclusão do ensino médio, a equipe escolar elaborou um projeto com a finalidade de informar os jovens sobre as oportunidades de trabalho existentes na região e, com isso, contribuir para que se aprofundem nas questões associadas às condições sócio-econômicas locais e brasileiras, bem como, se familiarizem com a história do desenvolvimento econômico da região e suas implicações nas atuais ofertas de trabalho. Para tanto, os alunos têm sido orientados a levantar dados em diferentes tipos de fontes, entrevistar diversos profissionais, realizar visitas, participar de palestras, tratar e discutir adequadamente os dados levantados, produzir relatórios, textos informativos e portfólios.

E.E. Genaro Domarco – Mirassol

Informática na Educação

O Projeto Informática na Educação, constituído por ações destinadas a preparar estudantes e professores para utilizar os principais equipamentos e produtos da micro-informática. O objetivo é implementar este conhecimento no processo educacional, proporcionado ao conjunto dos profissionais que atuam na escola, e a todos os alunos, uma familiarização com a linguagem computacional e, conseqüentemente, seu emprego para enriquecer as aulas e melhorar a aprendizagem. Ao mesmo tempo, tem contribuído para preparar os alunos para a vida profissional.

E.E. Osvaldo Aranha – São Paulo

Amigos para Sempre

O projeto AMIGOS PARA SEMPRE é constituído basicamente por dois tipos de ações – troca de correspondência e atividades de monitoria voltadas para quem apresenta dificuldade de aprendizagem –conta com a participação de estudantes e professores da unidade e da escola vizinha e destina-se a dar oportunidade para que os alunos usem adequadamente a língua materna para expressar pensamentos, sentimentos e ações e também aprimorem valores éticos e atitudes de solidariedade e companheirismo.

Até o momento, o projeto tem permitido verificar uma melhoria no uso da língua materna, tanto na produção escrita quanto oral, e possibilitado assistir ao envolvimento cognitivo e afetivo dos alunos nas atividades de monitoria, bem como desenvolver o sentido de responsabilidade pelas tarefas assumidas.

O Projeto terá continuidade até o mês de novembro, quando será feita uma avaliação final das ações pedagógicas e dos sucessos obtidos. Um relatório será escrito e assinado pelos professores, coordenadores e diretores participantes. A expectativa é dar continuidade ao projeto, no próximo ano.

SERVIÇO

FÓRUM REGIONAL DE EXPERIÊNCIAS DO ENSINO MÉDIO

3 a 5 de setembro

Hotel Della Volpe

Rua Frei Caneca, 1992 – São Paulo