segunda-feira, 23/09/2002
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Secretaria de Estado da Educação e Fundação Conrado Wessel premiam projetos científicos de alunos de ensino médio

A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo e a Fundação Conrado Wessel, instituição filantrópica que beneficia artes e ciências, lançam um prêmio para projetos científicos produzidos por alunos do ensino médio de escolas públicas do Estado. O prazo para inscrições vai até 10 de outubro e o tema é livre dentro das áreas […]

A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo e a Fundação Conrado Wessel, instituição filantrópica que beneficia artes e ciências, lançam um prêmio para projetos científicos produzidos por alunos do ensino médio de escolas públicas do Estado.

O prazo para inscrições vai até 10 de outubro e o tema é livre dentro das áreas de biologia, física e química. Os trabalhos serão avaliados por professores designados pela Secretaria da Educação e Fundação Conrado Wessel. Podem concorrer todos aos alunos das escolas das redes estaduais e municipais de ensino médio. Cada grupo de cinco alunos pode inscrever apenas um projeto, mas não há limite de inscrições por escola.

Os 25 melhores projetos serão expostos e avaliados no dia 7 de dezembro. Cada grupo finalista receberá 5 computadores (1 por aluno), além da quantia de R$50 mil, que deverá ser revertida em benfeitorias para a escola – serão distribuídos no total R$150 mil. Para os professores orientadores dos projetos, a Fundação reservou três laptops.

Informações, regulamento e ficha de inscrição estão disponíveis nos sites da Fundação Conrado Wessel (www.fcw.org.br) e da Editora Talento (www.talento.com.br).

Quem foi Conrado Wessel

Ubaldo Conrado Augusto Wessel entrou para a história ao inventar o papel fotográfico no Brasil, mudando o rumo dos acontecimentos após a Revolução de Isidoro Dias Lopes, quando São Paulo ficou isolada do Rio de Janeiro, local por onde chegava o papel importado que abastecia os laboratórios da época. O fotógrafo publicitário, que também era químico, cineasta e empresário, se associou à Kodak e depois vendeu sua criação inteiramente para a empresa multinacional.

Argentino de nascimento e brasileiro por adoção, Wessel passou a se interessar por fotografia e química no início do século XX, quando começou a desenvolver emulsões à base de colódio e sais de prata, para a sensibilização de chapas de vidro, utilizadas nas câmaras fotográficas da época. Aperfeiçoou seus conhecimentos durante dois anos de curso em Viena, de onde trouxe todos os equipamentos necessários para o início da produção de materiais impressos no Brasil.

A descoberta da fórmula do papel fotográfico ocorreu em 1922, em sua pequena oficina em São Paulo. A patente do produto e a posterior venda da fórmula para a Kodak permitiram que Conrado Wessel acumulasse um patrimônio significativo que, após sua morte, foi aplicado inteiramente na criação de uma instituição que contribui para a difusão de conhecimento, o crescimento e o desenvolvimento das artes e ciências no Brasil.

A Fundação Conrado Wessel foi criada em 1994 e, de lá para cá, vêm beneficiando algumas entidades previamente escolhidas pelo empresário: Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de SP, Exército da Salvação, Aldeias Infantis SOS Brasil, Fundação Antônio Prudente (Hospital do Câncer) e Associação Escolar Benjamin Constant.

A escolha dessas entidades foi fundamentada no fato de que nenhuma delas desenvolve caridade pura e simplesmente, mas ações que seguem os mesmos ideais de difusão de conhecimento propostos por Conrado Wessel e mantidos pela Fundação até hoje.

Mais informações pelo www.fcw.org.br.