segunda-feira, 21/03/2005
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A qualidade de vida na Terra depende da nossa conscientização

Foi essa a conclusão que as turmas 2004 de 1º ano do Ensino Médio da EE Seminário Nossa Senhora da Glória, zona Sul da capital, chegaram após as aulas de biologia da professora Astarute Silva Marques sobre o aquecimento global. Em dez aulas os alunos desenvolveram o tema “Poluição, degradação e doença”, e discutiram as […]

Foi essa a conclusão que as turmas 2004 de 1º ano do Ensino Médio da EE Seminário Nossa Senhora da Glória, zona Sul da capital, chegaram após as aulas de biologia da professora Astarute Silva Marques sobre o aquecimento global.

Em dez aulas os alunos desenvolveram o tema “Poluição, degradação e doença”, e discutiram as implicações do efeito estufa no meio ambiente do planeta e na qualidade de vida dos seres vivos. O objetivo foi estimular nos alunos o hábito de pesquisa em livros e na internet e reflexão sobre os conflitos na sociedade entre os interesses econômicos e a preocupação ambiental.

Os alunos pesquisaram vários tipos de poluição: do ar, da água, do solo e sonoro. Eles investigaram os agentes poluidores, e mudanças já consolidadas no meio-ambiente, como a chuva ácida e o aumento do buraco na camada de ozônio.

O passo seguinte foi discutir a viabilidade e a eficácia de diversas medidas de preservação do meio-ambiente. Um tema que incendiou a turma foi como e quando as indústrias devem se adequar para reduzir o impacto ambiental de seu processo produtivo. O grupo ficou dividido entre os que defendiam medidas imediatas e os que acreditam em uma proposta que se desenvolva entre médio e longo prazo. A reciclagem foi então estudada a fundo pelos alunos: a economia proporcionada pela recuperação de materiais, de espaço nos aterros sanitários e a contradição entre uma proposta tão adequada ao século XXI ainda depender, no Brasil, do subemprego de centenas de pessoas que sobrevivem catando e separando lixo.

Outro ponto polêmico foi a não adesão dos Estados Unidos ao Tratado de Kioto, que determina índices de redução na emissão de dióxido de carbono da ordem de 5% para países desenvolvidos. Astarute diz que alguns estudantes foram perspicazes ao analisar que os “países mais espertos enviaram para os mais pobres suas indústrias altamente poluidoras” tanto pelas leis ambientais serem mais rígidas naqueles países, quanto pelos custos de mão-de-obra e matéria-prima serem mais baixos aqui.

Cartazes foram fixados no corredor da escola para que colegas e professores pudessem informar-se sobre: meio-ambiente e economia, doenças provocadas pela poluição (de intoxicação pelo excesso de agrotóxicos nos alimentos a ataques cardíacos em pessoas idosas), e propostas para reverter o processo de degradação ambiental.

Este ano a professora Astarute pretende desenvolver novamente o projeto, desta vez usando mais a SAI (Sala Ambiente de Informática) com os alunos do período noturno: a maioria não possui acesso à internet em casa, muitos trabalham e não conseguem aproveitar a SAI em horário extra-classe. O objetivo é que eles usem a infra-estrutura disponível e assim utilizem a informática de forma dinâmica e prazerosa enquanto driblam o cansaço da dupla jornada.

Aline Viana