sexta-feira, 26/07/2013
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Educação aumenta número de professores especializados em prevenir conflitos na região Central

No Estado, são cerca de 3 mil educadores da Secretaria da Educação já capacitados para traçar ações contra bullying, indisciplina e brigas     A Secretaria da Educação do Estado dobrou o número de professores especializados em prevenir conflitos na rede estadual de ensino. Apenas este ano, 642 educadores foram capacitados, o que resulta em uma […]

No Estado, são cerca de 3 mil educadores da Secretaria da Educação já capacitados para traçar ações contra bullying, indisciplina e brigas

 

  A Secretaria da Educação do Estado dobrou o número de professores especializados em prevenir conflitos na rede estadual de ensino. Apenas este ano, 642 educadores foram capacitados, o que resulta em uma média de quatro novos docentes por dia nas escolas estaduais em 2013. Eles elaboram, por exemplo, ações contra bullying, agressões, indisciplina e também atuam no acolhimento dos alunos com as mais variadas demandas, desde gravidez inesperada até brigas com os pais.

 

O modelo é pioneiro no País e o sucesso nas escolas paulistas motivou a ampliação do programa, implantado pela Secretaria em 2010. No período, a quantidade de professores mais do que dobrou no Estado, saindo de 1.156 para os atuais 2.859 (crescimento de 147%). Na região Central, são agora 244 professores no total.

 

Pesquisa da Secretaria, feita com cerca de 1,1 mil funcionários das 2.445 unidades de ensino que contam com estes professores, aponta que a interferência dos mediadores é aprovada por 90% dos servidores consultados por mudar ou iniciar um processo de mudança no ambiente escolar.

 

A função deste professor mediador foi idealizada para proteger os alunos das unidades da rede estadual de fatores de risco e aproximar a comunidade da escola. Os educadores, que podem ser de qualquer disciplina, passam por uma capacitação específica da Secretaria e outras feitas em parceria com Ministério Público e mais instituições. Nelas, o objetivo é conhecer a fundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), além de aprender técnicas de justiça restaurativa.

 

“O professor-mediador atua com questões pedagógicas e em várias outras frentes. Ele faz um diagnóstico da escola onde trabalha, conhecendo as principais demandas dos estudantes, dos outros professores e dos diretores. Depois de conhecer o contexto, a orientação é para que ele elabore e coloque em prática as ações preventivas sobre os mais variados temas, levando em conta as características pessoais, geográficas e até culturais das unidades de ensino”, afirma o coordenador do Sistema de Proteção Escolar da Secretaria, Felippe Angeli.

Ações

Segundo a pesquisa feita pela Secretaria, o bullying é um dos temas mais solicitados pelos servidores para que os professores-mediadores elaborem ações preventivas. O levantamento mostra que 98,2% dos servidores ouvidos relatam que os mediadores realizam programas sobre este assunto. O questionário aplicado, de múltipla escolha, aponta também outras áreas trabalhadas por estes docentes:

97,5% fazem ações contra “indisciplina”

92,5% trabalham sobre os perigos do “uso de álcool e drogas”

88,1% criaram ações contra brigas e vandalismo

72,7% elaboraram projetos para agressões