terça-feira, 19/10/2021
Notícia

Efape apresenta quatro mostras culturais em ciclo expositivo

Visitação estará aberta até 30 de novembro no prédio da instituição com mediação para grupos agendados

O que permanece na escola até hoje? O que está mudando? O que vai mudar? Que herança recebemos? Que legado deixaremos? Estas perguntas norteiam as quatro exposições que estão em cartaz na Efape (Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação) até 30 de novembro.

“As exposições estabelecem um percurso narrativo que abarca desde a história da Caetano de Campos até algumas das mais recentes ações da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), como a agenda antirracista. É um momento que os visitantes podem entrar em contato com suas memórias escolares e também de reflexão de temas importantes na agenda atual como a luta antirracista”, analisa Marcelo Jerônimo, coordenador da Efape.

Ao circular pelo prédio da Efape, no piso térreo, os visitantes são recebidos por uma instalação de carteiras antigas adotadas nas escolas públicas desde o fim do século XIX, algumas utilizadas até o início dos anos 1980. Por meio desta exposição nomeada “Patrimônio escolar, suas histórias e memórias” é possível fazer uma reflexão sobre a memória escolar a partir do patrimônio material. Uma carteira foi disponibilizada para o público sentar e poder interagir tirando uma foto.

No primeiro andar, um espaço foi destinado para contar a história da Escola Caetano de Campos, edifício que hoje é sede da Seduc-SP, e está localizado na Praça da República, centro de São Paulo. Para compor esta exposição, foi usado o Acervo Histórico sob custódia da Efape através do CRE Mario Covas.

Já a exposição “Agenda Antirracista” da Efape reúne 30 desenhos que foram selecionados a partir dos resultados de concursos já realizados pela Seduc-SP entre 2019 e 2021 nos mais variados temas e que se relacionam com a discussão levantada pela temática étnico-racial. Treze destes desenhos foram selecionados para ilustrar o kit escolar dos estudantes da Seduc-SP em 2022. Os desenhos também podem ser vistos em exposição virtual, clicando aqui.

A exposição é ampliada com uma mostra de livros da biblioteca que faz parte do acervo étnico-racial que estão disponíveis para consulta e empréstimo aos profissionais da Seduc-SP.

Ainda na nesta exposição, o visitante poderá se inscrever, pelo QRCode, para participar do Clube de Leitura Gato Preto sobre o livro Na minha pele, de Lázaro Ramos, que vai acontecer no dia 22 de outubro.

Na sequência, há um totem com uma televisão que são transmitidas duas entrevistas do “Projeto de Memória Oral”. A primeira com Edenilce Hortencia Jorge Elliott, supervisora de ensino da rede estadual paulista, afrodescendente, que frequentou a Escola Caetano de Campos de 1960 a 1971. A outra entrevista é com o ator Eduardo Silva. Conhecido principalmente por ter feito o personagem Bongô do extinto programa Castelo Rá Tim Bum, da TV Cultura, Eduardo foi estudante da Escola Caetano de Campos e ele conta sobre sua experiência enquanto aluno negro numa escola de elite no final do século XX. O ator, que também é professor de biologia, cita a importância em sua formação de uma educadora em especial: a professora Clarinda Mercadante, que lecionou na Caetano de Campos de 1961 a 1977. Clarinda foi uma professora muito atuante em sua época e influenciou gerações de alunos no interesse à ciência.

A professora Clarinda é homenageada em uma vitrine que faz parte da exposição “O ensino de ciências na escola Caetano de Campos: um recorte sobre os objetos de ensino adquiridos a partir do século XIX”. Nesta mostra são apresentados diversos itens da coleção de ciências do Acervo Histórico da Escola Caetano de Campos.

A exposição está aberta para estudantes, professores, profissionais da educação e pesquisadores de instituições públicas e privadas. Os interessados em conhecer, inclusive para agendamento de visita mediada para grupos, podem enviar um email para nucleodememoriacre@educacao.sp.gov.br.