quarta-feira, 25/10/2006
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Professores de Escolas Estaduais do interior têm projetos premiados pelo Centro da Cultura Judaica

É a primeira vez que educadores da rede estadual vencem o concurso Duas professoras da rede estadual de ensino garantiram o primeiro lugar em diferentes categorias do Prêmio Arte na Escola Cidadã, promovido pelo Instituto Arte na Escola, em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi). A cerimônia de premiação será nesta quarta-feira, dia […]

É a primeira vez que educadores da rede estadual vencem o concurso

Duas professoras da rede estadual de ensino garantiram o primeiro lugar em diferentes categorias do Prêmio Arte na Escola Cidadã, promovido pelo Instituto Arte na Escola, em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi). A cerimônia de premiação será nesta quarta-feira, dia 25, às 20 horas, no Centro da Cultura Judaica, zona oeste da Capital, e terá a presença da secretária de Estado da Educação, Maria Lucia Vasconcelos.

Pioneiras

Esta é a primeira vez que professores da rede estadual de ensino de São Paulo recebem o prêmio. Ana Lúcia da Silva, da Escola Estadual Antonio Lourenço Correa, de Araraquara, foi a vencedora na categoria Educação Infantil ou Ensino Fundamental (1ª a 4ª série) com o projeto Arte dos Índios Kadiwéu. Já a educadora Débora Bonato Ynada, da Escola Estadual Prof. Joaquim Goulart, de Registro, faturou o primeiro lugar na categoria Ensino Fundamental e Médio com A Flauta Mágica.

 Sobre o prêmio

O VII Prêmio Arte na Escola Cidadã recebeu este ano 464 projetos de professores de todo o País. A comissão julgadora selecionou 66 projetos: sete foram premiados e três receberam menções honrosas. Os trabalhos foram avaliados em três categorias: Educação Infantil ou Ensino Fundamental (1ª a 4ª série); Ensino Médio ou Fundamental (5ª a 8ª série); e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Projeto Arte dos Índios Kadiwéu

A idéia da professora Ana Lúcia da Silva – desenvolvida com alunos da Escola Estadual Antonio Lourenço Correa, em Araraquara, no interior do Estado – teve como tema a cultura indígena dos Kadiwéus que vivem na cidade de Dourados, Mato Grosso do Sul.

Os alunos conheceram a tribo e a função social dela por meio de projeções visuais, desenhos e esculturas. A tribo foi escolhida por conta da pintura, muito particular, feita por eles. Os desenhos geométricos representam, entre outras coisas, o poder da família e como cada familiar é identificado.

Projeto A Flauta Mágica

O projeto desenvolvido desde o ano passado pela professora Débora Bonato Ynada, da Escola Estadual Prof. Joaquim Goulart, de Registro, no Vale do Ribeira, ensina os alunos a tocar flauta nas oficinas curriculares da Escola de Tempo Integral. Além disso, eles também se apresentam em asilos, orfanatos e instituições de menores, uma forma de usar a música para levar alegria aos mais diferentes tipos de público.

 

Objetivos

Patrocinado pela Fundação Iochpe e Bradesco, o concurso criado em 2000 tem apoio da Fundação Vale do Rio Doce e da revista Pátio. A idéia é reconhecer e qualificar o trabalho do professor de arte em projetos educativos, visando à ampliação do repertório dos alunos e o comprometimento com a formação cultural, a construção da cidadania e a transformação social.

A Rede Arte na Escola, com apoio do Instituto Arte na Escola e Fundação Iochpe, está presente em quarenta e oito cidades de vinte e quatro estados brasileiros e do Distrito Federal. Durante o evento, será lançado um livro com todos os projetos – desde a primeira edição do Prêmio Arte na Escola Cidadã – que será distribuído a todos os participantes do evento.

Quem participa

O concurso tem como público alvo o professor autor de projeto ou um representante de equipe formada por professores da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e/ou do Ensino Médio nas modalidades “regular” e Educação de Jovens e Adultos, das redes de ensino federal, estadual, municipal e particular. Cada candidato concorre com um projeto, referente a um único nível de ensino dentro de uma categoria: Séries Iniciais, Séries Finais e Séries Iniciais e Finais (EJA).   

A premiação

São premiados seis professores: categoria Séries Iniciais do Ensino Fundamental, modalidade regular – 1º e 2º lugares e 1º lugar na modalidade EJA; categoria Séries Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio, modalidade regular – 1º e 2º lugares e 1º lugar na modalidade EJA.

O prêmio para o professor classificado em primeiro lugar é de R$ 7.000,00 em dinheiro, além da divulgação do trabalho em veículos de comunicação e certificado. A
Escola da qual o pertence recebe troféu, certificado de premiação e publicações para biblioteca. O Pólo recebe certificado de premiação; publicações para o acervo e participação de um coordenador no evento de premiação e no Encontro Nacional da Rede Arte na Escola.

O educador classificado em segundo lugar ganha R$ 3.500,00 em dinheiro, participação no evento de premiação, divulgação do trabalho em veículos de comunicação e certificado. A Escola recebe certificado de premiação e publicações para a biblioteca. E o Pólo recebe certificado de premiação; publicações para o acervo e participação de um coordenador no evento de premiação e no Encontro Nacional da Rede Arte na Escola.