terça-feira, 14/07/2020
Pais e Alunos

Secretário Rossieli Soares presta contas a Comissão de Educação e Cultura da Alesp

Na ocasião, foram apresentadas medidas adotadas durante a pandemia e protocolos de volta às aulas

Nesta terça-feira (14), o secretário de educação do estado Rossieli Soares prestou contas e esclarecimentos à Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). A reunião ocorreu por videoconferência devido a pandemia do coronavírus e pode ser acompanhada pelo público no canal do Youtube da Alesp. A conversa com os parlamentares girou em torno das ações educacionais desenvolvidas durante a pandemia. “Ninguém imaginava chegar no ponto em que chegamos, estamos todos em um processo de aprendizagem”, afirmou Rossieli.

O secretário iniciou a fala apresentando aos deputados um material detalhado do planejamento de toda a gestão, com o que já foi feito e o que ainda deve ser realizado. Dentre as principais medidas tomadas durante a pandemia, ele destacou a educação mediada por tecnologia por meio da plataforma online Centro de Mídias SP (CMSP), a entrega de material pedagógico para os alunos em casa e o programa Merenda em Casa que concedeu recursos financeiros para que famílias vulneráveis pudessem comprar alimentos. “Essa medida é temporária e emergencial e vigora apenas durante a suspensão das aulas presenciais”, disse.

Educação mediada por tecnologia

Rossieli Soares explicou que além do aplicativo para aulas online onde os dados móveis são patrocinados pela Secretaria de Educação, também foram firmadas parcerias com a TV Cultura e TV Univesp para transmissão das aulas e com outros parceiros que responderam ao chamamento público e concederam acesso gratuito as suas plataformas educacionais.

O secretário ainda apresentou dados apontando que 75% dos alunos da rede estadual acompanharam as atividades remotas na conclusão do 1º bimestre. Dados de acesso dos dois aplicativos do Centro de Midias apontam 1,8 milhão de alunos acessaram o aplicativo e houve 3,5 milhões de downloads. A página do CMSP no Facebook, por sua vez, conta com 321 mil seguidores e canal do Youtube com 525 mil inscritos.

Sobre o patrocínio de dados Rossieli expôs que no contrato firmado com as empresas de telecomunicações foi garantido que a cada megabyte consumido a Seduc-SP deveria pagar 0,7777, melhor preço já negociado no Brasil.

Entrega de material pedagógico

Sobre os alunos que não possuem acesso à tecnologia, o secretário afirmou que foram criados cadernos de orientação para as famílias e para o uso do Centro de Midias, além da distribuição de materiais de português e matemática. Também foram adquiridos kits para alunos dos anos iniciais contendo gibis e livros. Isso em complemento aos materiais já disponibilizados pelos programas São Paulo Faz Escola e Ler e Escrever.

O secretário expôs a logística adotada por escolas para a entrega desses materiais, respeitando os protocolos de saúde e com agendamento de horário. Em outros casos as entregas também foram feitas pelas equipes de transporte escolar e até mesmo pela Polícia Militar e Guarda Municipal.

Retorno presencial

Na apresentação, o secretário destacou o plano de retomada das aulas e falou da necessidade de elaboração de um plano pedagógico para proporcionar equidade entre os alunos.

“Não será simples lidar com a perda do estudante por conta do mercado de trabalho e para ter que ajudar a família em casa. Temos que fazer um grande processo de busca ativa. A identificação da defasagem também é outro pilar importante, entender a situação de cada um dos estudantes. Se ele não teve acesso, se ele teve acesso e ainda assim não conseguiu avançar”, afirmou.

Protocolos de segurança como uso de máscaras, distanciamento de 1,5 metro, disponibilização de álcool em gel, rodízio de pessoas e medição de temperatura já estão sendo adotados com a volta do trabalho presencial em órgãos administrativos e também deverão ser seguidos pelas escolas.

A Seduc- SP ainda tem o investimento estimado de mais de R$ 23 milhões para a compra de 12 milhões de máscaras, 150 mil face Shields, 10.168 termômetros a laser e 4.500 litros de álcool gel para uso nos órgãos centrais e escolas. Álcool em gel e outros produtos de higiene também podem ser adquiridos diretamente pelas escolas com verbas do PDDE Paulista.

O secretário ainda lembrou que o retorno presencial depende do avanço das fases do Plano SP, e na primeira etapa as atividades devem ocorrer de forma hibrida, na escola e pelo CMSP, com o estudante pelo menos uma vez por semana presencialmente na unidade escolar. Serão priorizados os estudantes que não obtiveram notas no 1º e 2º bimestre ou apresentaram grande defasagem. Estudantes do grupo de risco devem permanecer em casa.

Os intervalos deverão ser intercalados e as refeições já estarão previamente servidas para os estudantes. Dentro do transporte escolar os alunos também deverão utilizar a máscara e respeitar a distância de 1,5 metro entre cada indivíduo sentado.

Durante o mês de agosto as escolas deverão se familiarizar com os novos protocolos e informar as famílias. Para isso serão oferecidas, pela Seduc-SP, materiais de comunicação e formações pedagógicas específicas para o acolhimento e engajamento dos estudantes nas avaliações diagnósticas. “Não é avaliação para dar resultado, não estamos falando de Saresp ou coisa do gênero; estamos falando de avaliação diagnóstica para dar suporte ao professor e a escola sobre o que fazer e como apoiar o aluno da melhor forma”, explicou Rossieli.

Ao final do encontro, o secretário respondeu perguntas e esclareceu dúvidas e ponderações dos deputados.