Boas Práticas

Atividade sobre cidadania envolve alunos e combate abandono escolar

Projeto estimula o olhar diferente para a arte de rua e convivência em sociedade no período noturno da E.E. Parque Anhanguera

Jogar papel no chão, sentar no assento prioritário no transporte público quando há alguém necessitado, praticar bullying. Quais destas atitudes você tem no dia a dia e nem se dá conta da tamanha falta de ética e cidadania impressas em suas ações? Para conscientizar os estudantes sobre a importância da convivência harmônica, as professoras Maíra Bastos e Lucimaria Duti, da E.E. Parque Anhanguera, na capital, criaram o projeto Ética e Cidadania – Construindo uma Sociedade Mais Igualitária.

O projeto acontece quinzenalmente, às sextas-feiras, com as turmas do noturno, período em que a rua se apresenta mais convidativa que a escola e se registram as taxas de abandono escolar, e atende cerca de 60 alunos. A professora Lucimaria conta que as atividades que são feitas dentro e fora da sala de aula atraem mais os estudantes. “A gente tem oficinas, a gente escolhe uma sala, normalmente na sala de vídeo para bater um papo com os alunos, traz convidados para conversar com eles. Organizamos saídas também da escola para que eles possam vivenciar mais o tema que a gente está tratando”, disse.

Além, das rodas de conversa e todo o conteúdo teórico, as professoras usam o rap, o grafitti e programas de auditório para mostrar aos estudantes diferentes expressões artísticas que são exemplos de atividades que implicam em ética e cidadania. A aluna Lais Vasconcelos de Macedo lembrou de uma atividade prática que rendeu bons resultados. “Teve uma atividade especial que a gente teve que criar um partido para escola, para desenvolver atividades de melhoria das aulas e do nosso convívio e foi bem produtivo”, lembrou.

O objetivo do projeto é mostrar aos estudantes como pequenas atitudes no dia a dia podem transformar o ambiente em que se vive. “Então, eu começo a prestar atenção nas coisas que eu faço, nas coisas que eu falo, respeitar a opinião das pessoas, porque ninguém pensa igual”, disse a estudante Maria Emília Rodrigues.

“As pessoas vão se conscientizando de que a atitude delas atrapalha ou ajuda o outro. E a gente vive em uma sociedade e todo mundo tem que viver de uma maneira harmônica”, completou a professora Maíra.