terça-feira, 13/04/2021
Notícia

A história de gerações que estudaram na E.E. Sant’Ana do Paraíba

Conhecida como Sant’Aninha, a escola reúne memórias afetivas em família

Fundada em 1920 e apelidada carinhosamente como Sant’Aninha, a EE Sant’Ana do Paraíba, em São José dos Campos, representa a memória de diversas gerações que lá estudaram e trabalharam. Entre essas recordações, a família da dirigente regional de ensino Maria Beatriz de Oliveira.

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“A EE Sant’Ana do Paraíba traz a história do ensino público em São José dos Campos, do bairro ‘Sant’Ana’, onde está localizada. Seu prédio nos remete ao passado e as gerações que nela estudaram, e ao futuro, pois nossos estudantes iniciam o ensino fundamental ali”, explicou Maria Beatriz que atua na Educação há 32 anos.

A tia da dirigente, Maria Regina de Oliveira, além de ter estudado na escola, também foi professora por 11 anos. “Eu fui agraciada em estudar e lecionar na mesma escola, algo que me deixa muito feliz, porque já trazia na alma, desde criança o Grupo Escolar Sant’Ana como um marco na minha vida, na história do bairro de Santana e de toda a comunidade santanense”. 

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“Minha posse como professora foi algo inédito na vida da educação do bairro, porque há muitos anos não havia ingresso no Grupo Escolar Sant’Ana do Paraíba”, relata a professora.

Sobre a arquitetura centenária, Maria Regina lembra das escadas da entrada e descida do pátio. “Quando criança eu adorava subir e descer aquelas escadas para ir ao recreio e tomar o lanche ou as merendas servidas na Escola. Nunca vou me esquecer das sopas de arroz, de feijão e de uma banana cozida com um creme de groselha que lá faziam”. 

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O contador José Manoel, pai da dirigente Maria Beatriz, estudou na mesma escola entre 1954 e 1959. “Era um sistema muito rígido com horário das 8 às 12 h, das 13 às 17 e intervalo de 30 minutos para o recreio. A educação cívica era obrigatória e seguida à risca.”, lembra.

Ele ressalta que professores e alunos vinham de diferentes regiões e eram unidos principalmente em torneios esportivos. 

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Intervenção

A unidade escolar passou por intervenções para manutenção e conservação do prédio, como revisão do piso de madeira e reformas de telhado. A última ação executada pela Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) foi em 2018.

A diretora Leandra Raimundi considera um privilégio trabalhar no Sant’Aninha. “Embora por fora aparentemente pequena, hoje acolhe mais de 500 crianças. Não há quem não se encante com sua arquitetura aconchegante”. 

“Desde 2006 já passei pelas salas de aula como professora, pela coordenação, vice direção e agora direção. Esse tempo aqui me proporcionou grandes conquistas, aprendizados, amigos, parceiros e muitas histórias para contar. Essa escola merece todo meu respeito!”, completou a diretora.