terça-feira, 18/03/2014
Pais e Alunos

Projetos da Feira de Ciências do Ensino Integral estão em feira da Universidade de SP

Invenções como pomada cicatrizante e bengala com ganham espaço até em congressos internacionais

A partir desta semana, entre os dias 18 e 20, quatro equipes de “inventores” de escolas estaduais paulistas vão disputar a final da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), organizada pela USP e que ocorre na capital paulista.

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As invenções finalistas da rede estadual são uma pomada cicatrizante natural e um cosmético de caranguejo, da E.E. Jardim Riviera, de Santo André; uma bengala com GPS, da E.E. Ilza Irma Moeller Coppio, de São José dos Campos; e uma proteção sustentável contra o fogo, da E.E. Professora Suely Maria Cação Ambiel Batista, de Indaiatuba. Todos os projetos foram desenvolvidos durante o período de aulas e são de autoria de jovens cientistas entre 16 e 18 anos, estudantes das escolas do Novo Modelo de Ensino Integral.

Além da participação na final da feira da USP, os trabalhos dos alunos das escolas estaduais têm ganhado espaço nos congressos científicos do Brasil e do mundo. Em junho, por exemplo, o Brasil será representado pela equipe da E.E. Ilza Irma Moeller Coppio, de São José dos Campos, no Genius Olympiad, em Nova York.

Os estudantes são autores do projeto “Sinal Verde”, grande vencedor da Feira de Ciências das Escolas de Tempo Integral, e que prevê a implantação nos semáforos de um sistema sustentável de geração de energia, o que evitaria “panes” após dias de tempestades.

Está garantida ainda a participação dos alunos paulistas na Mostra Brasileira de Ciência e Tecnologia (Mostratec), no Rio Grande do Sul, e na Feira Nordestina de Ciências e Tecnologia (Fenecit), em Pernambuco, eventos marcados para o segundo semestre deste ano e que também terão as obras científicas 100% desenvolvidas nas escolas estaduais.

A produção científica faz parte do currículo e das disciplinas eletivas ministradas nas 182 escolas com o Novo Modelo de Tempo Integral existentes atualmente na rede estadual e que atendem 55 mil alunos.

Tecnologia

Neste ano, concorrem a prêmios projetos de estudantes de escolas públicas e privadas do ensino Fundamental, Médio e Técnico de todo o Brasil. Todos têm o desafio de propor trabalhos pioneiros na utilização de recursos de tecnologia e que ajudem as comunidades. Os projetos serão avaliados por uma comissão julgadora e, além de prêmios especiais, concorrem a uma das nove vagas destinadas ao Brasil na Feira Internacional de Ciências e engenharia da Intel (Intel ISEF), marcada para maio, em Los Angeles (EUA).