terça-feira, 24/10/2006
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Seminário discute como tornar a matemática mais atraente no ensino médio da rede estadual de ensino

Cerca de mil educadores das noventa Diretorias de Ensino participam de atividades em torno do tema até quinta-feira “O ensino médio precisa receber mais atenção para se tornar atraente aos olhos dos estudantes. E agora é a hora da matemática, de rediscutir o perfil do novo aluno.” Assim a secretária de Estado da Educação, Maria […]

Cerca de mil educadores das noventa Diretorias de Ensino participam de atividades em torno do tema até quinta-feira

“O ensino médio precisa receber mais atenção para se tornar atraente aos olhos dos estudantes. E agora é a hora da matemática, de rediscutir o perfil do novo aluno.” Assim a secretária de Estado da Educação, Maria Lucia Vasconcelos, abriu oficialmente o Seminário Estadual de Educação, nesta terça-feira, dia 24, em Serra Negra, no interior de São Paulo.

Também estiveram presentes a responsável pela Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas (CENP), Sonia Maria Silva, e a diretora de projetos especiais da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), Leila Iannone.

Quem participa

Até dia 26, quinta-feira, cerca de mil educadores vindos das noventa Diretorias de Ensino (DE) – sendo dez integrantes de cada DE – participam das atividades em torno do tema “Avaliação externa, projeto político-pedagógico e o processo de ensino e aprendizagem de Matemática no Ensino Médio”.

São professores de matemática do ensino médio, professores coordenadores, diretores, supervisores de ensino e assistentes técnico pedagógicos (ATPs) de matemática e língua portuguesa. “A meta é atingir uma identidade na rede de ensino de matemática”, disse a responsável pela Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas (CENP), Sonia Maria Silva.

Mais sobre o encontro

O Seminário “Avaliação Externa, Projeto Político-Pedagógico e o Processo de Ensino e Aprendizagem no Ensino Médio” pretende repercutir e aprofundar a discussão sobre vários assuntos relacionados ao processo de aprendizagem no ensino médio.

 

Entre as principais metas estão: aprofundar conhecimentos sobre a avaliação educacional e escolar; refletir sobre as características e objetivos de diferentes sistemas de avaliação externa como o SARESP e o ENEM; refletir sobre as relações entre avaliação externa e avaliação interna; discutir, identificar e propor ações que articulem metodologias de ensino e projetos educacionais, tendo em vista o enfrentamento dos dados de desempenho das últimas avaliações.

A avaliação de quem ensina

Durante a conversa com os educadores, na abertura do Seminário, a secretária lembrou que o professor também deve ser avaliado. “É preciso implantar na rede a prática da avaliação. Ela nos mostra como somos e onde estamos. Temos muita dificuldade de aceitar que outros nos avaliem, mas precisamos lidar com isso”, ressaltou.

Na visão de Maria Lucia, a avaliação dos professores poderá trazer ganhos para o ensino médio, desde que se saiba exatamente o que fazer com os resultados obtidos a partir da avaliação. “Avaliar só para coletar dados é uma inutilidade. Estamos falando de uma avaliação para que os professores possam repensar os processos de ensino”, explicou.

A função do assistente técnico pedagógico (ATP)

A reação mais positiva da platéia veio no momento em que a secretária falou sobre a situação dos assistentes técnico pedagógicos (ATPs). “Quem vai ser ATP tem que se sentir promovido, e não como se estivesse de castigo; a discussão sobre o fato de ser cargo ou função precisa ser resolvida. Não é possível achar que ser ATP não é bom”. E completou. “Pretendo encaminhar esta questão ainda este ano, ou então, elaborar uma resolução sobre o assunto para facilitar o trabalho de quem me suceder em 2007.”