segunda-feira, 19/06/2017
Ensino Médio

Competição de conhecimentos vai facilitar ingresso de alunos da rede estadual na USP

Melhores colocados terão aulas preparatórias online para a Fuvest e monitoria de estudos

Ainda neste ano, alunos do Ensino Médio de escolas estaduais terão a oportunidade de participar da “Competição USP de Conhecimentos”, que proporcionará aos melhores colocados maiores chances de ingresso na USP (Universidade de São Paulo).

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A competição é uma das metas do programa “Vem pra USP!”, oficializado nesta segunda-feira (19) mediante a assinatura de um protocolo de intenções entre o Secretário Estadual da Educação, José Renato Nalini, e o reitor da USP, Marco Antonio Zago.

Como vai funcionar

As inscrições serão abertas em agosto e as provas, realizadas em setembro. Serão duas fases. Na primeira, os alunos do 1º, 2º e 3º ano do Ensino Médio farão uma prova online com questões de múltipla escolha de conhecimentos gerais, matemática, português e ciências.

Já na segunda, os estudantes farão uma prova presencial com 45 questões de múltipla escolha, sendo 15 de matemática, 15 de português, dez de ciências e cinco de conhecimentos gerais. As provas presenciais serão aplicadas nas unidades do programa Escola da Família.

Os melhores classificados serão contemplados com visitas guiadas à USP e a institutos de pesquisa, como o Instituto Butantan. Eles também ganharão um certificado e terão isenção na taxa de inscrição do vestibular da Fuvest.

Os alunos que se destacarem nas provas ainda receberão bônus de até 25% nas notas das provas da primeira e segunda fases da Fuvest, além de aulas preparatórias online para o vestibular e monitoria de estudos.

Democratização

Dos 10.994 estudantes matriculados em cursos de graduação da USP neste ano, 36,9% fizeram o Ensino Médio em escolas públicas. “Temos que melhorar as oportunidades para todos, porque todo mundo está pagando essa universidade”, afirmou Zago.

Segundo Nalini, o programa Vem pra USP! será uma forma de democratizar o acesso à melhor universidade do país. “Estamos aproximando realidades que precisam conviver mais do que geograficamente”, disse. “Quem passa pela USP dá um salto qualitativo que muda a vida inteira da pessoa”, completou.