terça-feira, 22/08/2017
Crédito: A2img / Daniel Guimarães
Boas Práticas

Folclore é fonte de alfabetização e integração de estudantes estrangeiros

Lendas e parlendas são matéria obrigatória do currículo; escolas têm atividades ao longo do ano

O folclore, comemorado no Brasil nesta terça-feira (22), é tema obrigatório nas aulas das escolas estaduais de São Paulo. Isto porque lendas e parlendas fazem parte do currículo oficial do Estado para as turmas dos anos iniciais do Ensino Fundamental e são instrumento dos professores para que os 625 mil pequenos estudantes aprendam a ler e escrever. Para celebrar esta semana, unidades de ensino têm organizado aulas especiais e exposições que exaltam as tradições e manifestações populares do nosso país.

Siga a Secretaria da Educação no Twitter e no Facebook

A Escola Estadual Doutor José Américo de Almeida, localizada na zona oeste da capital, está repleta de trabalhos feitos pelos próprios alunos para o festejo. Cada uma das turmas da unidade foi incentivada a desenvolver um tema. Entre os projetos expostos, estão dobraduras de famosos personagens do imaginário popular, como o saci-pererê. As crianças também construíram um bumba-meu-boi de papel machê e produziram cartazes com as populares adivinhas chamadas de “o que é, o que é?”. As crianças ainda aceitaram um desafio de trava-línguas, proposto pela Secretaria da Educação de São Paulo, que está disponível no topo desse texto.

O folclore também é tema das aulas de espanhol na rede estadual de ensino, já que os países que têm esta como língua-mãe são ricos em festas, rituais e manifestações populares. Além das aulas nos Centros de Estudos de Línguas (CELs), o espanhol é disciplina optativa para estudantes do Ensino Médio.

Considerando que 65% de seus 1,1 mil estudantes são estrangeiros, a Escola Estadual Eduardo Prado, localizada no centro de SP, trocou, há três anos, sua tradicional festa junina e criou outra tradição no Braz: a festa do folclore. Brasileiros, bolivianos, peruanos, haitianos, paraguaios, angolanos e alunos de outras nacionalidades e suas famílias compartilham com a escola a cultura de seus países de origem. “Este tipo de projeto incentiva o protagonismo de todos os nossos estudantes, inclusão e integração dos alunos estrangeiros e aproximação das famílias”, conta a professora-coordenadora Rose Aguirra. Neste ano, os alunos produziram, inclusive, um vídeo sobre os imigrantes.

Nesta mesma escola, os alunos do 4º ano do Ensino Fundamental estão aprendendo, a partir deste mês, sobre mais uma manifestação brasileira, a xilogravura. A partir destas aulas, as crianças devem produzir, para a feira cultural da escola em novembro, seus próprios trabalhos artesanais.