segunda-feira, 30/07/2018
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Ensino Fundamental

Grêmio Estudantil estimula o protagonismo juvenil

Atualmente, 95,2% da rede estadual de ensino mantém grêmios

O Grêmio Estudantil nas escolas da rede ganha cada vez mais força e transforma alunos em grandes protagonistas. Atualmente, 95,2% da rede estadual de ensino mantém grêmios. Esse número representa 4.826 unidades de ensino.

Ao participar de uma agremiação, os jovens têm a oportunidade de adquirir responsabilidade, autonomia e liderança, entre outros benefícios. A ação faz parte do projeto Gestão Democrática que visa expandir a participação dos estudantes dos ensinos Fundamental e Médio nas tomadas de decisões na escola.

Para a aluna Sarah Cristine Ferreira Palombo, do 5º ano do Ensino Fundamental, da escola Alfredo Paulino, localizada no Alto da Lapa, na capital paulista, é um instrumento que dá voz aos jovens. “Representa os estudantes, podem propor ações, atuar junto à escola e à comunidade e é um ato de cidadania”, explica.

O trabalho desenvolvimento por alunos gremistas ultrapassam os muros da escola. É um exercício de cidadania e desenvolve criticidade. “Eu vejo muito o efeito que a ação do grêmio tem nos alunos. Os membros estão em constante ação, então sempre que vemos alguém pichando, ou jogando lixo na escola, nós chamamos a atenção para a melhora do ambiente escolar”, conta o jovem Gabriel Marques Muniz, que foi gremista na escola Milton da Silva Rodrigues.

E a troca de aprendizado é constante entre alunos e professores da escola Dimas Mozart e Silva, em Taquarituba, no interior de São Paulo. Para a professora Viviane Ramos, essa relação só traz benefícios, pois com essa interação se cria mais confiança. “Aprendo muito com eles. Os jovens precisam entender que eles são capazes e podem ir além. O trabalho do professor é importante em estimular o desenvolvimento dessas qualidades, uma vez que na maioria das vezes faltam oportunidades a esses jovens”, finaliza a professora Viviane Ramos.

Na escola Alberto Salotti, os alunos já assumiram o protagonismo. “Além de atratividade, tornamos a voz dos alunos mais alta, ou seja, deixamos um espaço para todos serem ouvidos e de maneira organizada, atendidos com competência”, disse o aluno Owen Campos, escola estadual Alberto Salotti, localizada em São Paulo.